Ele saciou sua sede de sangue, mas ainda assim avançou para próxima vítima. Havia muito não bebia sangue apenas para se alimentar. Os dois primeiros pescoços da noite eram por sobrevivência. Todos os outros, por pura luxúria.

Ele era grande, muito grande, considerando os de sua espécie. Isso fazia os demais tremerem e respeitarem.

Escolheu a última vítima da noite. Uma linda donzela de pele clara, lisa e macia, pescoço desnudo, pulsante. Dormia em seu leito, os cabelos cacheados cobrindo parte do rosto. A criatura sanguinária invadiu o quarto pela janela e, sem cerimônia, cravou-lhe a presa, sugando todo o sangue que pôde. Não houve resistência. Concluiu que aquele era o sangue mais doce que se lembrava de ter bebido e sugou mais um pouco.

Empanturrado e lento, o chupador-de-sangue teve aquela lombeira básica. Recuou e, como a donzela mal se movia exceto pela respiração frágil, decidiu tirar um cochilo ao lado do corpo.

Foi quando fez mais barulho do que gostaria. Oh-oh, pensou o predador implacável. Sentiu a sombra sobre sua cabeça, mas não pode se mover, tão pesado estava devido a gula indecente.

Viu cinco dedos se aproximarem cada vez mais e –

PLAFT!, fez o tapa da donzela, que esbravejou:

– Morre, mosquito dos inferno!

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