Lançamento Quadrinize online – A Revista de quem faz quadrinhos

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A revista eletrônica Quadrinize! está finalmente online.

Quando eu iniciei este blog, a proposta era que ele suprisse um pouco a necessidade de postar assuntos relacionados à criação de quadrinhos enquanto a Quadrinize ainda era apenas um projeto. Agora que ela já começa a andar com as próprias pernas (clichê ridículo), este bloguinho será uma espécie de “versão underground” da revista, onde postarei opiniões mais pessoais, críticais, downloads e sugestões. As postagens serão mais eventuais, mas em contrapartida, a Quadrinize terá duas atualizações semanais.

Acesse já a Quadrinize e fique em dia na leitura. Assine o RSS, siga o twitter, pois tem mais novidades muito boas por aí.

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Quadrinize! A Revista de quem faz Quadrinhos

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Quadrinize

Alguns acompanharam o angustiante parto dessa revista. Pois ei-la! Todinha sua.

Quadrinize! é uma revista que não vai te ensinar fórmulas mágicas, não vai te dar nenhuma revelação divina e nem responder os maiores mistérios dos quadrinhos. Não vai te tornar profissional. Nem lembro mais porque você devia ler…

Ah, sim! Vai esclarecer pontos, faze-lo questionar outros, derrubar conceitos que só atrapalham e lhe dar algumas informações e indicações de qual caminho seguir para escrever aquela história que vale a pena ser lida. Nada de mais.

São 24 páginas de textos sobre a criação de uma história, mas não pára por aí. A revista impressa é apenas a introdução aos conceitos que serão abordados na revista eletronica gratuita. É um suplemento com material exclusivo, que não será publicado no site. Trará aquilo que, para alguns, pode ser a grande mudança de mentalidade quanto autor de quadrinhos.

Em suma, a Quadrinize! é a versão oficial, bombada e mais alucinada deste blog maledito (exceto pelo último post, que é totalmente maluquice; sério, não leia xD). Este blog continuará existindo, porém como a versão underground da revista, o porão da casa onde ficará a bagunça maior.

Chega de conversa fiada e corra com o mouse no link abaixo. Compre já a sua! Se não lhe acrescentar em nada em seu trabalho com quadrinhos, não devolvo o dinheiro mas a Amanda lhe manda um beijinho de consolo.

Quem é Amanda? Ora, leia a Quadrinize! e descubra.

Essa edição é sobre:

Roteiro: Sobre o que os leitores querem ler?
Personagens: Reais, Convincentes e Humanos
Produção: O Segredo para jamais desistir
Ambientação: A diferença entre cenário e ambiente
Formas de Publicar: Os dois principais meios de distribuição
Especial: Ulisses Perez dá dicas para você montar seu portifólio

Clica aí e compre a Quadrinize!

Crise dos Finitos Editores

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Publicado por Marco Rigobelli em 18/12/2009 no Ideias Soltas no Ar

Os quadrinhos brasileiros não são um mercado. Nessa primeira década do século XXI está começando a se tornar um, quase que por osmose, dado o fato da quantidade de autores tornar-se tão grande que o mercado estrangeiro não consegue dar conta de sua demanda, entupindo o submundo independente de obras e fazendo-as serem notadas já há tantas que algumas vão eventualmente ganhar a mídia. Isso, por consequência, faz as editoras os notarem, se interessarem e publicarem trazendo-as ao grande público, ou ao menos ao público que give a shit pra isso. Toda essa cadeia de fatos nos trouxe ao que vemos nesse fim de 2009: Um falso mercado.

Hoje temos revistas escritas, desenhadas, colorizadas, idealizadas, arte-finalizadas, publicadas e editadas inteiramente por brasileiros. Tudo aos trancos e barrancos, mas de alguma forma tem que começar.

Calma lá, eu disse editores? Não, esqueçam. Não existem editores de quadrinhos no Brasil, nem um puto sequer. E quando digo editores, não me refiro somente à pessoa que tem o nome abaixo da função supracitada no expediente da publicação. O editor não é só o chefe dos autores, ele é na verdade um deles. O trabalho do editor em uma história em quadrinhos ou em um livro é a de controle de qualidade, já que o único trabalho do escritor, do roteirista e do desenhista é contarem a melhor história que puderem, o ideal é que nenhum deles deva se preocupar com como o leitor vai receber ou entender a história, só em colocá-la no papel. A parte chata, de dar limites, caminhos, idéias e definir um público cabem ao editor. E em qualquer obra literária (lembrem-se, quadrinhos são uma forma de literatura) cabe a ele supervisionar o trabalho e indicar o que está sendo feito certo e o que não deve ser sequer pensado. E não é algo que passa despercebido, uma decisão errada do editor pode comprometer toda a obra.

Joe Quesada que o diga.

E infelizmente, não temos isso aqui no Brasil, nem nunca tivemos, todo esse trabalho cabe aos autores da história que já não sobrecarregados o suficiente com o trabalho de desenvolvê-la, precisam pensar também na logística e no público. Sim, existem aqueles que acumulam essas duas funções por opção própria, mas quero que perguntem para qualquer quadrinhista/escritor se eles querem acumular as funções. Poderá contar nos dedos quantos vão dizer que sim e nos dedos de uma mão quantos são capazes de fazê-lo, mesmo querendo.

O motivo disso se dá ao fato de os únicos editores de quadrinhos que temos serem todos habituados a já receber as revistas estrangeiras prontas. Suas únicas decisões são sobre distribuição, tiragem e tradução. Isso não dá a ninguém a experiência e o conhecimento de mercado necessário para se exercer a função como ela deve ser exercida.

Não que não exista nenhuma pessoa capaz de fazer isso, conheço muitas que conseguiriam com maestria. Mas aí esbarramos em um problema mercadológico:

Não temos obras suficientes sendo publicadas para as editoras contratarem editores de quadrinhos e para esse trabalho, um contrato freelancer não é muito adequado já que o editor precisa pensar pela editora, ele tem que obrigatoriamente defender a camisa. E convenhamos, publicando dois ou três encadernados por ano, ele não teria muito que fazer e se tornaria um elefante branco na folha salarial. Aqui entramos num paradoxo: O mercado precisa de bons editores especializados para crescer, mas precisamos de um mercado ativo para arcar com esses editores.

A saída mais óbvia é um editor que tanto sirva para importados quanto para os nacionais. Ele não acumularia tanto trabalho, só teria que ficar atento aos dois mercados. Fica a sugestão.

E aqui chegamos em outro fato preocupante. O mercado literário brasileiro, fértil em grandes autores, vem sofrendo de um problema parecido. Sim, há ótimos editores aqui, nosso problema reside na internet. Cada vez mais autores tem se deslumbrado com a liberdade que ela proporciona, fazendo-os publicar a obra por conta própria. Isso gera os mesmos problemas já citados. Existe nesse mercado independente obras muito boas, mas que pecam pela falta de um editor, o que é sentido durante a leitura da mesma.

Posso citar coisas como o estilo da narrativa mudando bruscamente de um capítulo para outro, caminhos mal escolhidos para se conduzir personagens e por aí vai.

Fábio Moon e Gabriel Bá sobre profissionalismo dos autores brasileiros

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Fabio Moon e Gabriel Bá - Quadrinhos Nacionais

Eu costumo dizer que não importa quem faz, mas sim que seja feito.

Em um post em seu blog, Gabriel Bá falou sobre artistas brasileiros premiados no exterior e disse algo que está de acordo com essa minha afirmação:

Eu sempre digo que acho que não importa de onde o autor vem, o que importa é o trabalho. Sempre ressalto que não se deve exaltar os prêmios, mas o trabalho.

Muita gente nem sabe que eles são brasileiros. Na verdade, nem importa.

O que realmente importa não é que o Brasil seja uma nação soberana e respeitada de quadrinhistas fabulosos e premiados. O que importa é que todos tenham a mesma chance, independente de onde nasceu, que o fator determinante seja a técnica e competência.

Mas para que isso seja verdade, essa técnica e competência deve existir para que possamos ir atrás da chance. Senão, de nada podemos reclamar.

Ou seja, Gabriel sabiamente chamou para os autores a responsabilidade.

É a nossa opinião, nós brasileiros, leitores ou autores, gente querendo fazer Quadrinhos, que tem que mudar. Sem ufanismo, mas com realismo. Chega de tapinha nas costas. Temos que respeitar mais a nossa profissão, o trabalho do Quadrinhista, o profissionalismo, a qualidade e o aprimoramento técnico. Os Quadrinhistas precisam se levar mais a sério, elevar os seus padrões de cobrança, seus níveis de exigência em relação ao trabalho. É preciso deixar de ser fã e fazer por curtição e aprender a encarar os Quadrinhos como um trabalho. Se no Japão, na Europa ou nos Estados Unidos nossa profissão tem mais respeito, quem trabalha para estes mercados acaba respeitando mais o seu próprio trabalho. Aqui não temos este respeito, nem por parte do público, nem dos autores.

Somos todos de carne e osso, temos problemas e limites. Somos todos iguais. Então chega de moleza, de preguiça, de comodismo. Por que todos estes desenhistas trabalhando no mercado americano se destacam tanto? Por que eles evoluem e se aprimoram? Por que eles têm esse tal profissionalismo? É porque tem um editor cobrando? É porque eles são pagos? Temos que cair na real. Se você não se dá ao respeito, ninguém vai dar.

Que tal seguirmos os conselhos do Gabriel ao invés de ficar choramingando por falta de oportunidades ou de mercado? Siga o exemplo de quem conquistou seu espaço e lute pelo que acredita.

Confira o texto de Gabriel Bá na íntegra.

#GabrielFalaMesmo

11 Motivos para fazer sua HQ com leitura on-line

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Baixar hq online-desespero!

Como leitor e crítico, leio muitos zines gratuítos por aí e muitos deles cometem a gafe de disponibilizar sua HQ apenas em arquivo zipado para download em drive virtual. Vou dar agora 11 motivos para você dar preferência à leitura on-line ao seu zine gratuíto.

1- Você é um autor totalmente desconhecido e sua obra ainda mais. Ninguém sabe se valerá a pena ler, e isso será decidido pelo leitor nas primeiras cinco ou dez páginas. Sim, há grande possibilidade que ele nem leia todo o primeiro capítolo. Baixar tudo de uma vez normalmente acaba sendo uma perda de tempo, porque raramente encontramos algo que realmente valha a pena ler, e muito menos valha manter guardado no PC.

2- Internet e web 2.0 é algo que deve ser dinâmico e instantâneo. Aqueles cinco minutos que se leva pra fazer um download fazem toda a diferença. Aqueles cinco cliques a mais que precisamos fazer para um download fazem MUITA diferença. Entenda que os leitores da internet, na maioria, são acostumados a fazer duas, três, cinco coisas ao mesmo tempo no computador, e tudo deve ser rápido e eficaz. Caso contrário, perde-se o interesse facilmente. Na era do twitter, nada melhor do que simplesmente clicar em botões “clique aqui para ler” e a HQ abrir instantaneamente.

3- Quando se é desconhecido, entenda que é um privilégio ser lido, e não algo natural, como é para caras como Alan Moore ou Katsuhiro Otomo. Então, facilite para o seu leitor ao máximo. Quanto mais rápido ele olhar a capa e avançar as páginas, melhor.

4- Faça um site para seu zine/hq independente. É de graça. Dá trabalho, mas quanto mais trabalho você tiver, melhor para o LEITOR! É assim mesmo que funciona. Você se lasca durante dias, semanas, meses, para que o leitor tenha seus 10 minutos de entretenimento, sem interrupções causadas pela má estratégia do autor.

5- Coloque no site as páginas todas em uma galeria, em miniatura. Ao clicar em uma delas, o leitor deve ter os botões com opção de avançar nas páginas seguintes e voltar na anterior. Use imagens com poucos kbites para que carreguem o mais rápido possível. Isso é a mão-na-roda para o leitor. Imadiato e instantâneo, como miojo. Lembre-se que possivelmente o leitor também está AO MESMO TEMPO ouvindo música, twittando, atualizando o orkut, upando vídeos no youtube e jogando WOW. É uma disputa de atenção.

6- Quando você faz um belo site ou blog, com sinopse e ilustrações da sua HQ, bem atraente, o leitor te leva mais a sério. O visual vai chamar a atenção e atiçar a curiosidade dele. O contrário também é verdadeiro. Quando você joga um link no orkut para download no 4shared, você está passando a impressão de que não leva a sério o trabalho e de que é muito preguiçoso para fazer um site para leitura online. Na internet, sua imagem pessoal também conta.

7- O leitor pode ser preguiçoso e não querer ficar clicando e baixando coisas. Você não tem direito ao “luxo” da preguiça.

8- O autor da internet independente não é apenas autor. Ele é autor, designer, developer, editor, seo, e publicitário de seu próprio projeto. Se não for, e não tiver ninguem que seja por ele, certamente irá fracassar.

9- Ter um site com leitura online amplia muito a possibilidade de divulgação e de visitas acidentais do que postar um link para download em redes sociais ou até postar no album do orkut. Pense nisso.

10- Web 2.0 significa interatividade. Quando o leitor lê no site online, ele tem a opção de comentar no site na mesma hora, ao inves de ter que procurar por você naquela lista enorme de amigos do orkut.

11- E por fim, profissionais, editores e tal normalmente vão levar mais a sério um site bem montado e um trabalho bem apresentado.

Se ainda assim você prefere usar apenas drives online que obrigam o download, lamento, mas provavelmente eu e muitos outros simplesmente não irão ler.

Para um bom exemplo de um site bem-sucedido no mundo dos fanzines de leitura online, visite o Mushi-Comics.

#faleimesmo

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Mangá “Gasp” Girl

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E aquela série de 13 livros que virou seriado de TV – Gossip Girl – vai ganhar também um mangá publicado pela editora norte-americana Yen Press e escrito e desenhado pela coreana Baek Hye-Kyung.

É um mangá tipicamente shoujo focado na Blair e na Vanessa. Não sei por que! Pelo menos são histórias inéditas, só espera-se que mantenha a essencia da coisa.

Taí uma amostra das páginas. Preciso dizer? É horrível! Com excessão da Serena na capa, os personagens estão irreconhecíveis. A Yen Press tem publicações melhores.

Ainda bem que não é uma série da qual sou grande fã.

#vergonhaalheia

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Erica no País das Maravilhas?

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Nessa nova onda de Alice no País das Maravilhas (é filme, é seriado) vem aí a HQ americana. E, para o delírio dos otakus brasleiros, a arte fica por conta da bajuladíssima Érica Awano, famosa por desenhar Holy Avengers. E ela trabalha com a filha de Alan Moore, Leah Moore, que cuida do roteiro. Uma honra, não?

Não. Sem bajulações toscas.

A arte da Érica sempre teve seus fãs e seus críticos, desde a época das ilustrações em eventos de anime. Aliás, as ilustrações dela são mesmo interessantes, bonitas e agradaveis, embora não passem disso. Nada fora do comum e nem livres de erros. O problema é quando ela faz HQs. É quase sempre a mesma coisa. Cenários pobres, muitas páginas sem graça e cenas de ação sem… ação. Sem contar com problemas de narrativa e transição de quadros.

Quem acompanhou o trampo dela deve se lembrar de Street Fighter Zero. Não dá pra tecer críticas à garota hoje tendo como base essa HQ, porque se bem me lembro foi uma das primeiras publicações oficiais dela, há muitos anos atrás. O ponto que quero frisar é que os problemas que ela já apresentava naquela época são os mesmos ainda hoje. Isso pode ser chamado de negligência.

Dessa vez não dá pra negar que a menina evoluiu. Os desenhos estão um tanto mais ricos em detalhes e aparentemente ela encontrou algo para fazer que gosta. Mas uma olhada mais atenciosa e vemos os mesmos problemas com cenários e personagens estranhos em um quadro ou outro. Parte da riqueza das páginas se devem às cores (ainda não consegui informação de quem coloriu, ou se foi a própria Erica). Basta olhar para as páginas e pensar nelas sem cor. O problema com cenários fica óbvio.

As sequencias de quadros também é estranha em alguns casos.

Sendo essas cores dela ou não (duvido, não é o estilo dela), a colorização está realmente bem legal. Sombria, mas sem exagero.

O problema da Érica é que ela não ousa, não inova. Não sai dos mesmos estereótipos shoujos meninas-rostinho-de-porcelana que sempre fez. Não inventa novas e malucas feições e expressões faciais. Tudo é lúdico e bucólico demais. Talvez por isso tenha sido escolhida para Alice. Nada tão bucólico quanto. Mas temo pela seriedade e obscuridade da história.

E isso não é uma questão de gosto pessoal, não. Não é o estilo do traço que estou falando, é da versatilidade dentro do estilo. Quantos tipos de feições podemos contar em uma HQ desenhada pela Awano? E Street Fighter não conta, por que o design de personagens já veio pronto, né tolinho?

Enquanto eu buscava algumas imagens antigas de Holy Avengers, encontrei um blog onde o autor fala exatamente o que eu gostaria de dizer. Mas como o texto é uma análise de Holy Avengers, e não sobre a Érica, deixo aqui o link: http://blogdohammer.blogspot.com/2009/03/uma-analise-de-holy-avenger.html

Resta esperar a HQ sair para uma melhor avaliação.

Confira as imagens:

#FaleiMesmo

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