O herói Brasileiro BRASILEIRO!

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Certo… Então você quer criar um herói de quadrinhos brasileiro, para brasileiro curtir? Quer que o seu público seja amplo e se divirta com seu herói? Quer que os leitores entendam o que seu herói representa? Quer que eles se identifiquem com ele e se lembrem dele mesmo quando não estão lendo sua história em quadrinhos?

Se a resposta for “não” para essas perguntas, não precisa continuar lendo esse artigo. Mas se a resposta for “sim”, é preciso se certificar de que você não vai começar da forma errada.

Não que haja “certo” e “errado” quando se trata de criar personagens. Mas alguns aspectos são cruciais para determinar a possibilidade de sucesso ou fracasso total em alcançar os objetivos citados no primeiro parágrafo.

A primeira coisa que se deve ter em mente é que estamos no Brasil, escrevendo para brasileiros. Então precisamos nos desapegar totalmente da visão estrangeira de “herói” e “super-herói” que, por tanto tempo, está impregnada no inconsciente coletivo dos autores e nerds do nosso país. Não podemos mais querer reproduzir o que absorvemos dos heróis estadunidenses, japoneses, ingleses ou de onde for. Estadunidenses escrevem histórias voltadas para estadunidenses, japoneses escrevem para japoneses, assim por diante. Mas infelizmente somos um povo que escreve e cria coisas projetando outras culturas SEM conhecê-las devidamente.

O herói brasileiro precisa ser um HERÓI e precisa ser BRASILEIRO. Para isso não basta dar poderes a um fortão ou a uma siliconada e tascar-lhe uma bandeira do Brasil, jogando-os no meio da Amazônia para defender a selva. Isso pode parecer bem intencionado, mas não passa de panfletagem piegas e sem imaginação. Não basta trocar a roupa do seu herói gringo favorito por roupas verde-amarelo.

Se você criar um herói baseado nas características do Batman, talvez alguns leitores do Batman gostem. A maioria vai te considerar um plagiador, mas há a possibilidade de que alguns achem legal sua iniciativa. Se você criar um herói que carregue a marca do brasileiro e seu dia-a-dia, pode ser que consiga conquistar uma grande gama de leitores que se identificam com esse herói e seu universo.

Assim foi com o Homem-Aranha, que por sinal, revolucionou os quadrinhos nos EUA na época. Um nerd perdedor (a grande maioria dos leitores de quadrinhos são nerds ou esportistas-atléticos-garanhões?) que tinha uma vida normal de um nerd norte-americano, de repente se torna um herói, mas não sem trazer as devidas consequências para sua vida pessoal, familiar, amorosa e profissional.

Este sucesso fenomenal se deu porque os autores, muito sabiamente, compreenderam o público que consumia quadrinhos na época. Eles souberam lidar com os estereótipos e arquétipos tão amplamente que conquistaram leitores não só dos EUA, mas do mundo inteiro. Ainda assim, os quadrinhos eram voltados para os estadunidenses.

Minha proposta é que se encontre o herói brasileiro em meio ao seu próprio povo. Parem de se basear em seus heróis favoritos. Guardem suas HQs no armário e saia de casa. Olhe para as pessoas, para o lugar onde você vive. O herói brasileiro pode estar ao seu lado no ônibus, na sala de aula, no super-mercado. O herói brasileiro pode ser você…

Mas primeiro vamos entender o que é um herói. Ou melhor, o que faz um herói.

Um herói não é necessariamente super. O que faz dele um herói não são os super-poderes, são seus feitos, seus atos e suas escohas, sejam fantásticos ou apenas humanos. Sâo suas motivações de se importar com o mundo, com uma idéia ou uma pessoa a ponto de se sacrificar por aquilo que considera importante e que esteja ameaçado. Pode ser um super-poderoso impedindo uma invasão alienígena ou um homem sacrificando sua saúde no trabalho pesado para alimentar a família.

Ato heróico é sacrificar-se em prol de algo mais importante do que a si mesmo*.

Então, podemos concluir que o que faz o herói é a necessidade. Seja um perigo eminente ou uma privação. O importante aqui é estabelecer o elo, a motivação que fará uma pessoa comum se importar com a necessidade existente a ponto de se tornar o herói que vai resolver a parada.

Um herói nacional surge de uma necessidade nacional.

O Super-man foi criado em uma época em que os EUA atravessavam o pior momento de sua história. Ainda se sentia os efeitos da quebra da bolsa, a crise econômica era forte e a Segunda Guerra se aproximava inevitável. Era preciso um herói que resolvesse todas as necessidades daquele povo. Surgiu então dos céus um homem de aço, invulnerável, infalível, dando conta de todo tipo de super-vilão.

O mesmo aconteceu no Japão. Após a destruição de duas de suas principais cidades, surgiram heróis em filmes e quadrinhos capazes de derrotar qualquer ameaça, fosse tecnológica, alienígena ou biológica. O país estava seguro.

Tais acontecimentos afetaram o inconsciente coletivo desses povos.

Por isso o herói é aquilo que o povo precisa. E para se tornar herói, ele precisa se importar. O Homem-Aranha, quando recebeu os poderes, se importava apenas em realizar os próprios sonhos. Mas quando sentiu na pele a necessidade de um povo, decidiu lutar para protegê-lo.

Isso já basta se você quer um herói popular, mas descartável. Mas isso não é o suficiente para definir o herói brasileiro. Com um bom herói, a HQ nacional pode ganhar uma boa revista. Mas os quadrinhos precisam de mais do que apenas um herói para sobreviverem a longo prazo. Precisam de um mito. Assim, poderão surgir diversos heróis, em diversas formas e variações, baseados no mesmo mito.

Para se tornar um mito, o herói precisa fazer parte do inconsciente coletivo. Vamos usar como exemplo o herói japonês. A grande maioria desses heróis são baseados em conceitos milenares daquela cultura. Esses conceitos, por sua vez, são baseados em valores de honra, coragem, lealdade, fidelidade e bravura. São conceitos samurais.

O samurai é uma figura mitológica no Japão; isso não significa que esse mito nunca existiu, mas também não significa necessariamente que existiu. Nesse caso específico, os samurais existiram, mas o que realmente ficou no inconsciente coletivo foi uma imagem fantástica e idealista do samurai – a imagem que o povo japonês precisava para suprir suas necessidades.

Dessa forma, os autores têm a sua disposição um conceito, uma imagem, um mito no qual podem se basear seguramente, confiantes de que seu herói, estando dentro desse conceito, será aceito nessa cultura. E devido ao fato do mito do Samurai estar cada vez mais se tornando parte também do inconsciente coletivo do mundo ocidental, esses heróis, seus valores e feitos estão sendo aceitos deste lado do globo.

Mas e o herói brasileiro? E o mito nacional? Já o temos a nosso dispor ou precisamos construí-lo?

Alguns acreditam que os mitos estão nos folclores, outros defendem que nossos heróis estão no nosso passado, na figura de revolucionários como Tiradentes e Lampião. Eu não apóio e nem descarto essas possibilidades. Mas precisamos entender que os folclores vieram de uma cultura totalmente diversa da que vivemos hoje em dia (indígena e africana), portanto não se encaixam no mundo moderno e em suas necessidades. E os ditos heróis do passado não lutaram por algo que precisemos hoje em dia.

Então o que se pode fazer, se é que queremos usar essas duas opções, é reciclá-las de acordo com o Brasil de hoje, com o povo que está aí esperando por um herói para suas próprias necessidades. Podemos retirar os valores destas figuras que são aproveitáveis nos dias de hoje e criar um folclore moderno ou uma neorrevolução. O brasileiro nunca se importou com o passado, e não é com uma aula de História nacional em quadrinhos que ele vai passar a se importar. O que importa para o leitor é o Hoje, o Agora.

Observe os arquétipos à sua volta, os tipos de pessoas que existem aqui. São muitos. O herói brasileiro, para ser brasileiro, precisa ser um deles. E para ter um público amplo, precisa ser um brasileiro comum. Um brasileiro que pode ser eu ou você ou seu vizinho. Precisa enxergar o Brasil tal como ele é e se importar a ponto de realizar feitos heróicos.

Se isso será feito metaforica ou explicitamente, é com você. É aí que entra a idéia da história, assunto que foi tratado nos artigos anteriores. Não adianta usar temas que só a você interessa ou que de acordo com sua opinião, deveria ser de interesse de todo o povo. Isso resultará em fracasso imediato. Sua idéia precisa se basear naquilo que REALMENTE interessa ao povo brasileiro. Mas não seja óbvio demais a ponto de colocar carnaval e futebol. Existem coisas que o povo se interessa e nem sabe disso. Descubra. Depois, quando tiver compreendido e criado seu universo baseado no interesse e necessidade do povo, você insere o ingrediente final: o seu toque, sua identidade, sua mensagem.

E não se esqueça nunca de qual é seu público. São pessoas, seres humanos, brasileiros. Entender isso na sua essência faz toda a diferença.

*O conceito grego do “Herói” é de um ser situado entre o humano e o divino, capaz de realizar feitos épicos. No entanto, o próprio termo indica um protagonista de uma obra dramática ou de uma narrativa. No mundo moderno, o herói tem sido mostrado como uma pessoa que também possui suas falhas e fraquezas e, muitas vezes, não possui nenhuma capacidade sobre-humana, mas sim a disposição e motivação de realizar o ato heróico. Pode-se considerar, portanto, que um herói é um protagonista que supera suas condições humanas, seja física, mental ou espiritualmente, para realizar sua jornada em busca de seu objetivo final que, normalmente, será proteger aquilo que considera importante.

Mais um texto clássico resgatado do fundo do baú.

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Frases Clichês de Auto-defesa do fanzineiro

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Finalizando essa trilogia sobre críticas, vou colocar aqui os argumentos mais usados pelos autores para se defender de “ataques”. Se ainda não leu os dois primeiros textos sobre o assunto, leia a Campanha Nacional Contra a Bajulação ao Autor e Críticas – Um atalho Para o Aperfeiçoamento antes de prosseguir.

Quando recebe alguma crítica, o autor que tem o orgulho inchado o bastante para se ferir com facilicade começa disparar uma série de argumentos e frases clichês na tentativa de derrubar o “atacante” e sair por cima como maiorial, como se fosse uma disputa verborragica. As frases mais usadas são:

“Faz melhor” – Essa frase é calcada em cima do sofisma de que, para criticar, você precisa saber fazer melhor do que o alvo da critica. Será que isso é um fundamento razoável? Vejamos por uma outra perspectiva. Você liga a TV e está passando Big Brother, ou Faustão e o Inspetor Malandro. Se você é uma pessoa razoável, em dez minutos irá levantar uma série de motivos para dizer que está assistindo a redefinição televisiva da palavra “merda”. Você sabe que aquilo é ruim, sabe PORQUE é ruim e, o mais mágico disso tudo, você NÃO SABE fazer melhor! Então por que a pessoa que critica seu trabalho tem que saber? Crítica se trata de teoria. Saber a teoria e saber fazer são coisas diferentes. Essa não passa de uma desculpa para tentar fazer o outro calar a boca. O “problema” é que se o outro realmente souber fazer melhor, nada mais pode ser feito e o autor terá uma dura lição de humildade. Outro problema grave de partir desse princípio é que assim o autor está SUBESTIMANDO o leitor, dizendo que leitores não entendem do assunto e não devem opinar. Saiba que o leitor – o leitor sensato – é o seu maior crítico.

“Você está é com inveja” – Às vezes essa me faz rir. Você olha o zine todo torto e mal escrito e tem que ouvir que está com inveja. Ainda não entendi o que leva as pessoas a pensarem isso. Então pula para a próxima.

“Meu zine é como um filho pra mim” – Ok, pára tudo. Mas HEIM? Que coisa sem pé nem cabeça! E olha que essa frase é no sentido carinhoso. Não é no sentido de que o autor teve “dores de parto” para criar e produzir sua obra, mas de que ele tem um carinho todo especial e meigo para com seus personagens e sua história a ponto de não PERMITIR que ninguém fale mal deles assim como pais não admitem que falem mal de seus filhos. Isso faz pensar em muitas coisas, e a primeira delas é que quem diz isso nunca teve um filho. Fato. Eu também nunca tive, mas não é preciso ter para chegar a essa brilhante conclusão – assim como não é preciso ser um desenhista para identificar aqueles erros de anatomia. E a segunda é que o autor não sabe como encarar seu próprio trabalho com o mínimo senso de profissionalismo. Eu diria que um autor profissional trata seus trabalhos mais como um em uma academia do que como filhos. Ele é exigente, rigoroso, rígido, perfeiccionista e nada nunca está bom o suficiente. Corta, remenda, corrige, corta ainda mais até ter uma estética minimamente apresentável. NUNCA são filhos que tem que ficar bajulando. Esses trabalhos nunca terão a revisão que precisam porque são trabalhos mimados.

“Faça critica construtiva” – Essa também é comum. É baseada no falso entendimento de que uma crítica que diz “está muito ruim, está uma merda” é destrutiva e não pode ser feita. Destrói o que, eu pergunto? Destrói o trabalho? Destrói a cidade, o mundo? Não, destrói apenas o ego do autor. E na maioria dos casos, isso é necessário. Concordo que críticas assim são POBRES e pouco úteis, mas se o autor está pensando que seu trabalho é uma maravilha quando não é, então críticas assim são bem-vindas para abrir seus olhos. As vezes, o orgulho é tão grande, que críticas mansas não o fazem ver o quanto a coisa está ruim. É preciso um verdadeiro tratamento de choque. São casos raros, mas existem.

“Mostre o que é o certo fazer, então!” – Vem depois do “faça uma crítica construtiva”. O autor diz isso, mas normalmente não é porque quer aprender, mas na esperança de que o crítico não saiba responder e, assim, possa sair por cima na “discussão”. Esse tipo de autor pensa que é uma disputa. Mas tenho boas notícias: você não precisa saber o que é certo fazer para saber o que é errado. Ou seja, você não precisa saber como criar uma motivação para um personagem para detectar um protagonista apático e estático.

E a pérola do dia: “Você só quer aparecer” – Sim, apesar do esforço que alguns em passar a maior parte do dia lendo zines e escrevendo textos para ajudar os autores, ainda disparam esse chute pra fora do estádio. Precisa de mais comentários?

Com tudo isso, eu só quero dizer aos fanzineiros, ilustradores, roteiristas e autores em geral que críticas não são um ataque terrorista contra a sua pessoa. Críticos não são contra o quadrinho nacional. E ainda que você ache essa contribuição muito parca e que deveríamos estar produzindo ao invés de criticar, isso não exime você de ponderar o que lhe foi dito na crítica, assim como nenhuma das desculpas acima exclui o fato de que você precisa sempre ouvir o que lhe é dito. Ninguém sabe o que o outro faz e produz por trás de monitores e perfis de orkut.

Espero que com esses três posts você tenha aprendido um pouco sobre como encarar uma crítica ao seu trabalho e a usar isso a seu favor. Qualquer comentário sobre o assunto, pode fazer nos “comentários” deste post que eu responderei com todo o prazer. Ou me adiciona.

E por favor, não soltem fogos nas festas de fim de ano no RJ.

Fanzineiros Afoitos

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Fanzine

Niguém discute que no Brasil hoje zines são sinônimos de amadorismo, certo? E não há problema algum nisso. Ninguem nasce sabendo (eu acho).

O problema é quando o fanzineiro não faz a lição de casa e sai metendo as caras fazendo uma HQ e mandando para todos lerem. Ou pior, vendendo. Perceba, não sou contra fazer um laboratório quadrinístico. Eu mesmo apóio e incentivo iniciativas como o 24 Hours Day, que é um mega-laboratório coletivo. Mas desde que se saiba fazer a distinção e NÃO esperar uma miríade de elogios, fãs e COMPRADORES por conta disso.

Normalmente, antes de se fazer uma HQ, um autor dedicado, realista e com objetivos bem focados estuda a mídia em TODOS os seus aspectos. Se ele é um desenhista ele vai estudar tudo o que puder sobre anatomia, proporção, expressões faciais, linguagem corporal, perspectiva, cenário, arte-final, cores e mais uma série de coisas. E ainda buscará noção de enquadramento e narrativa. Se for roteirista, ele vai ler de tudo, estudar os princípios da estrutura e estética, diálogos, divisão de cenas, sequencias e atos, personagens, conflito, gênero e até gramática.

Antes de começar a pensar em escrever uma história para um público, ele se certifica de que fez bem essas lições.

Mas o fanzineiro afoito, não. Ele assiste alguns animes, vê algumas coisas em comum entre eles, se identifica com uma coisa e outra e aprende a rabiscar um personagem. Então ele acha que dá pra fazer uma historinha com isso. E eu entendo perfeitamente essa empolgação, porque eu mesmo fiz muito disso na minha adolescencia. Fiz minhas cópias de Sailor Moon, Zeoraymer, Doug e Yuyu Hakusho durante as aulas no colégio. E como eu posso dizer para não fazer algo que eu mesmo fiz? Bem, não quero que ninguém perca o tempo que perdi.

Sim, ainda que o fanzineiro considere isso como treino de narrativa e tudo o mais, é uma perda de tempo se ele ainda não fez as primeiras lições de casa. Isso é querer pular etapas. Por que ele quer treinar coisas avançadas das técnicas de quadrinhos se seu desenho ainda está aquém do mínimo para se fazer um trabalho aceitável?

E se o fanzineiro considera tais fanzines como um simples treino, ele admite que tal HQ NÃO é para o publico, pois não se oferece aos leitores um mero “treino”, e sim uma obra pronta e completa para apreciação e entretenimento, sem aquele erro grotesco de anatomia ou aquele buraco na ambientação tirando o leitor de dentro da mágica da narrativa. Não precisa ser perfeito, mas deve ser feito com excelência e livre de erros típicos do amadorismo tão recorrente nos nossos zines atuais.

Outro argumento usados por alguns fanzineiros afoitos cientes de suas grandes limitações e falta de conhecimento e técnica é “Eu fiz apenas por diversão e amor”. Oras, se isso é verdade, então fica mais que comprovado que a HQ não foi feita para o leitor, e sim para si próprio, para a própria diversão e passatempo. Quando não para o próprio ego. Não se pode esperar elogios de um trabalho feito sem pensar no seu público, sem adequar para um grupo específico e sem ampliar as possibilidades de se agradar um maior número de pessoas. É um trabalho egocêntrico, logo não deveria ser postado para outros lerem.

Os profissionais levam a excelência tão a sério que eles fazem e refazem páginas inteiras quando necessário. Os testes e treinos sequer saem do estúdio.

Eu insisto que qualquer trabalho para exibição pública deve ser feito pensando nesse público e o autor deve ser equipado com todas as ferramentas necessárias para agradar as pessoas, e não a si mesmo. E ainda não vi argumentos que me convençam o contrário. Não que agradar o público seja um fardo para o autor – é um privilégio – mas fazer um fanzine às pressas só porque quer se divertir ou treinar NÃO É e nunca será nada mais do que um laboratório, e como tal, deve ser encaminhado apenas para críticos e beta-testers de confiança sem esperar nada além de correções.

#faleimesmo

Crise dos Finitos Editores

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Publicado por Marco Rigobelli em 18/12/2009 no Ideias Soltas no Ar

Os quadrinhos brasileiros não são um mercado. Nessa primeira década do século XXI está começando a se tornar um, quase que por osmose, dado o fato da quantidade de autores tornar-se tão grande que o mercado estrangeiro não consegue dar conta de sua demanda, entupindo o submundo independente de obras e fazendo-as serem notadas já há tantas que algumas vão eventualmente ganhar a mídia. Isso, por consequência, faz as editoras os notarem, se interessarem e publicarem trazendo-as ao grande público, ou ao menos ao público que give a shit pra isso. Toda essa cadeia de fatos nos trouxe ao que vemos nesse fim de 2009: Um falso mercado.

Hoje temos revistas escritas, desenhadas, colorizadas, idealizadas, arte-finalizadas, publicadas e editadas inteiramente por brasileiros. Tudo aos trancos e barrancos, mas de alguma forma tem que começar.

Calma lá, eu disse editores? Não, esqueçam. Não existem editores de quadrinhos no Brasil, nem um puto sequer. E quando digo editores, não me refiro somente à pessoa que tem o nome abaixo da função supracitada no expediente da publicação. O editor não é só o chefe dos autores, ele é na verdade um deles. O trabalho do editor em uma história em quadrinhos ou em um livro é a de controle de qualidade, já que o único trabalho do escritor, do roteirista e do desenhista é contarem a melhor história que puderem, o ideal é que nenhum deles deva se preocupar com como o leitor vai receber ou entender a história, só em colocá-la no papel. A parte chata, de dar limites, caminhos, idéias e definir um público cabem ao editor. E em qualquer obra literária (lembrem-se, quadrinhos são uma forma de literatura) cabe a ele supervisionar o trabalho e indicar o que está sendo feito certo e o que não deve ser sequer pensado. E não é algo que passa despercebido, uma decisão errada do editor pode comprometer toda a obra.

Joe Quesada que o diga.

E infelizmente, não temos isso aqui no Brasil, nem nunca tivemos, todo esse trabalho cabe aos autores da história que já não sobrecarregados o suficiente com o trabalho de desenvolvê-la, precisam pensar também na logística e no público. Sim, existem aqueles que acumulam essas duas funções por opção própria, mas quero que perguntem para qualquer quadrinhista/escritor se eles querem acumular as funções. Poderá contar nos dedos quantos vão dizer que sim e nos dedos de uma mão quantos são capazes de fazê-lo, mesmo querendo.

O motivo disso se dá ao fato de os únicos editores de quadrinhos que temos serem todos habituados a já receber as revistas estrangeiras prontas. Suas únicas decisões são sobre distribuição, tiragem e tradução. Isso não dá a ninguém a experiência e o conhecimento de mercado necessário para se exercer a função como ela deve ser exercida.

Não que não exista nenhuma pessoa capaz de fazer isso, conheço muitas que conseguiriam com maestria. Mas aí esbarramos em um problema mercadológico:

Não temos obras suficientes sendo publicadas para as editoras contratarem editores de quadrinhos e para esse trabalho, um contrato freelancer não é muito adequado já que o editor precisa pensar pela editora, ele tem que obrigatoriamente defender a camisa. E convenhamos, publicando dois ou três encadernados por ano, ele não teria muito que fazer e se tornaria um elefante branco na folha salarial. Aqui entramos num paradoxo: O mercado precisa de bons editores especializados para crescer, mas precisamos de um mercado ativo para arcar com esses editores.

A saída mais óbvia é um editor que tanto sirva para importados quanto para os nacionais. Ele não acumularia tanto trabalho, só teria que ficar atento aos dois mercados. Fica a sugestão.

E aqui chegamos em outro fato preocupante. O mercado literário brasileiro, fértil em grandes autores, vem sofrendo de um problema parecido. Sim, há ótimos editores aqui, nosso problema reside na internet. Cada vez mais autores tem se deslumbrado com a liberdade que ela proporciona, fazendo-os publicar a obra por conta própria. Isso gera os mesmos problemas já citados. Existe nesse mercado independente obras muito boas, mas que pecam pela falta de um editor, o que é sentido durante a leitura da mesma.

Posso citar coisas como o estilo da narrativa mudando bruscamente de um capítulo para outro, caminhos mal escolhidos para se conduzir personagens e por aí vai.

Fábio Moon e Gabriel Bá sobre profissionalismo dos autores brasileiros

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Fabio Moon e Gabriel Bá - Quadrinhos Nacionais

Eu costumo dizer que não importa quem faz, mas sim que seja feito.

Em um post em seu blog, Gabriel Bá falou sobre artistas brasileiros premiados no exterior e disse algo que está de acordo com essa minha afirmação:

Eu sempre digo que acho que não importa de onde o autor vem, o que importa é o trabalho. Sempre ressalto que não se deve exaltar os prêmios, mas o trabalho.

Muita gente nem sabe que eles são brasileiros. Na verdade, nem importa.

O que realmente importa não é que o Brasil seja uma nação soberana e respeitada de quadrinhistas fabulosos e premiados. O que importa é que todos tenham a mesma chance, independente de onde nasceu, que o fator determinante seja a técnica e competência.

Mas para que isso seja verdade, essa técnica e competência deve existir para que possamos ir atrás da chance. Senão, de nada podemos reclamar.

Ou seja, Gabriel sabiamente chamou para os autores a responsabilidade.

É a nossa opinião, nós brasileiros, leitores ou autores, gente querendo fazer Quadrinhos, que tem que mudar. Sem ufanismo, mas com realismo. Chega de tapinha nas costas. Temos que respeitar mais a nossa profissão, o trabalho do Quadrinhista, o profissionalismo, a qualidade e o aprimoramento técnico. Os Quadrinhistas precisam se levar mais a sério, elevar os seus padrões de cobrança, seus níveis de exigência em relação ao trabalho. É preciso deixar de ser fã e fazer por curtição e aprender a encarar os Quadrinhos como um trabalho. Se no Japão, na Europa ou nos Estados Unidos nossa profissão tem mais respeito, quem trabalha para estes mercados acaba respeitando mais o seu próprio trabalho. Aqui não temos este respeito, nem por parte do público, nem dos autores.

Somos todos de carne e osso, temos problemas e limites. Somos todos iguais. Então chega de moleza, de preguiça, de comodismo. Por que todos estes desenhistas trabalhando no mercado americano se destacam tanto? Por que eles evoluem e se aprimoram? Por que eles têm esse tal profissionalismo? É porque tem um editor cobrando? É porque eles são pagos? Temos que cair na real. Se você não se dá ao respeito, ninguém vai dar.

Que tal seguirmos os conselhos do Gabriel ao invés de ficar choramingando por falta de oportunidades ou de mercado? Siga o exemplo de quem conquistou seu espaço e lute pelo que acredita.

Confira o texto de Gabriel Bá na íntegra.

#GabrielFalaMesmo

Roteiro para Quadrinhos Nacionais – Nada se Cria, Tudo se Vive!

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Eu não entendo o autor de quadrinho nacional. O cara cresce lendo quadrinhos, seja comics ou mangás e quer fazer sua HQ também. Até aí… tudo bem! Mas o sujeito quer fazer IGUAL ao seu gibizinho favorito. Quer dizer, igual não. Ele é criativo – muda os nomes das personagens e a cor das roupas! Ahá! Não contavam com a astúcia dele!

Nesse terceiro artigo da nossa série sobre quadrinho nacional (confira O Famigerado Mercado de Quadrinho Nacional e Criando um Herói para Quadrinhos Brasileiros) quero abordar um pouco mais a fundo a questão da criação.

Como foi dito anteriormente, a solução para um mercado está na criação própria voltada para brasileiros, e a idéia é o embrião da criação. Mas de onde tirar idéias que prestem?

Vou usar o exemplo dos comediantes brasileiros. Eu não sou um grande apreciador do humor, mas devo admitir que alguns humoristas brazucas me fazem rir muito. Nós brasileiros temos a fama de fazer piada da nossa própria desgraça. Não que isso seja um dom, mas, para mim, isso indica que o humorista está antenado com a realidade do Brasil. É piada de todo tipo de coisa do nosso cotidiano: política, futebol, preconceito, pobreza, política, peruas, transporte alternativo, adolescentes, escolas, política, religião, carnaval, apresentadores de programa, enchentes, política, músicos, política… a lista quase não tem fim. E o Brasileiro ri, não apenas porque a piada é boa, mas porque é a própria realidade brasileira. Como diria a Dona Edith: – “é ou num é ou num é? É!!!”

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Dona Edith é um ótimo exemplo do que estou falando. É um quadro da peça de Teatro Terça Insana que brinca com a pobreza na favela. Perceba bem: alguém que não sabe o que é uma favela, provavelmente não vai rir nem entender metade das piadas do quadro. Alguns quadros da Terça Insana não são para qualquer um rir. Falando nisso, sabe aquela fama de que piada de norte-americano não tem graça? Por que será? É óbvio que é porque não estamos contextualizados ao tema da piada em questão.

A idéia é simples assim… Sua idéia tem que partir de algo de fácil reconhecimento do seu leitor. Ele vai ler aquilo e saber do que se trata, assim como um japonês que lê um mangá com estudantes com roupas de marinheiro que usam o ki e tem vergonha de pegar na mão da namorada em público.

Quando um humorista brasileiro faz uma personagem satirizando uma situação ou uma classe ou até mesmo uma pessoa pública, ele não está sendo preconceituoso, como algumas pessoas pensam. Ele está rindo de SI MESMO. Quem assiste e ri, também ri de si mesmo, estão todos rindo de si mesmos porque somos nós que fazemos o país ser essa grande piada, seja com nosso conformismo, seja com nossos votos, nossa omissão ou nossa ignorância. As pessoas riem porque no fundo dizem “é verdade, a coisa é assim mesmo”. Mas o que o humorista está fazendo? Um estereótipo. Mas não um estereótipo universal, mas brasileiro, para brasileiro entender. Ele estereotipa o pobre, o favelado, o político, o adolescente, o rico. É o que o pessoal da Terça Insana faz. Então ele brinca com o estereótipo, desconstrói, cria situações com ele e apenas deixa a personagem agir naturalmente, porque a personagem já tem um comportamento e objetivos definidos. E as possibilidades são quase infinitas.

Assista alguns vídeos da Terça Insana e faça uma lista dos estereótipos que ali são representados. Depois marque com um X os que você conhece bem, o tipo com o qual você convive ou já conviveu. Então pegue a personagem cujo estereótipo você mais conheça e crie uma situação para ela em outro gênero – terror, fantasia, romance, drama. Pegue a dona Edith e jogue-a num planeta de fantasia estilo El Hazard (mas coloque coisas interessantes para o brasileiro, como um mundo onde tudo é cercado de cerveja, praia, ou a total ausência dessas coisas e brinque com isso) e faça a personagem ser ela mesma nesse mundo. Como uma líder comunitária semi-analfabeta que fala “incrontá” ao invés de “encontrar” se sairia se tivesse que salvar um mundo fantástico? E se junto com a Dona Edith estivessem a Irmã Selma, a Leila e a Adolescente? Claro que aí você vai ser tentado a fazer uma comédia, mas faça uma comédia com a fantasia, porque esse é o tema. Ou faça um terror e explore as possibilidades. A irmã Selma é de botar medo, porque ela reza para que algo aconteça a alguém… “E acontece”! Ou uma versão Big Brother do mundo de Mojo. Mas o mais importante é que isso estará voltado para o brasileiro e suas necessidades e vontades. Se a personagem for bem construída e autêntica, o leitor será cativado, vai querer saber o que acontecerá com a personagem no final e vai se importar com ela.

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Claro que não é só de personagem que vive uma HQ. É preciso ter uma estória. E nada melhor do que simplificar as coisas. Hoje é muito comum cenários e elementos complexos envolvendo física quântica, magia do caos e etc; mas toda boa estória parte, em sua concepção inicial, de uma premissa simples, seja um sujeito comum que recebe poderes ao ser picado por uma aranha ou seja um moleque traumatizado pela morte dos pais que quer vencer o crime. Simples e próximo do leitor. A partir daí, coloque suas pirações, complexidades e o que mais achar útil, mas a premissa deve ser sempre o mais simples possível. Brinque com as possibilidades e os rumos que o mundo está tomando. Imagine o malandrão da favela recebendo super-poderes por causa de uma pedra de crack mofada! E o poder que ele receberia é o de transformar a realidade de uma pessoa em uma viagem alucinógena!

Mas tudo isso é exemplo. Você não vai fazer suas HQs baseados em personagens humorísticos (e se fizer e for processado por plágio, nem vem me culpar). Você vai observar o mundo a sua volta. Vai observar as pessoas na rua, no trânsito, no trabalho, na escola. Vai viver! Conversar com alguém na fila do banco. Observar como o tipo de pessoa que você quer retratar se veste, age ou se comporta na sociedade. Olhar os objetos que carrega e tentar imaginar como é a vida daquela pessoa, do que ela deve gostar, onde trabalha, apenas com as informações visuais que tem ali. Você vai conhecer pessoas porque não quer fazer personagens vagos e rasos, que não representem em nada o grupo que você escolheu. Não se prenda ao visual. Vá além! Vá à essência das pessoas e suas necessidades, sonhos específicos, carências e objetivos. A identificação não precisa ser apenas através da personalidade ou do visual, mas também do que as pessoas precisam. O simples fato de seus personagens serem humanos em busca de algo, seja o propósito de viver ou o carro do ano,  já é um fator de identificação praticamente universal. Vá mais a fundo na alma do ser humano e você encontrará assunto pra estórias que não acabarão mais. Depois afunile o fator de identificação ao grupo de pessoas a quem você está se dirigindo – sem esquecer que são brasileiros que, na maioria esmagadora, não querem saber de uniformes de marinheiro nem heróis de collant com codinomes ridículos.

Depois de você criar a ambientação (esse assunto será tratado melhor futuramente), o enredo virá da interação desses personagens entre si e essa ambientação é a reação deles, suas escolhas e a conseqüência dessas escolhas que farão a sua estória.

Mas o mais importante de tudo é que não vai adiantar nada disso se sua idéia for vazia, se sua estória for apenas mais uma entre tantas. E é aí que você vai ser diferente de um produto fabricado feito APENAS usando a identificação das personagens para manipular e comover o leitor e prendê-lo ao produto, fazendo-o querer ser o que é mostrado em tais estórias. Este pretenso autor que escreve a vocês e a ComicsLivres repudia tal atitude que transforma as HQs em subprodutos feitos visando única e exclusivamente a devoção do leitor cativado ao personagem (uma marca), o que lhe rouba a identidade e a capacidade de agir por si próprio. Estórias, assim como qualquer outra mídia, feita com tais ferramentas, são poderosas para interferir na vida das pessoas. Você está lidando com gente, pessoas de verdade, que você não fará idéia de como ela vai reagir aos seus personagens. Portanto, importe-se com seu leitor e tenha algo a dizer. Não um discurso, nem um pensamento pronto e pré-formatado sobre qualquer coisa. Mas tenha algo a dizer que o faça pensar, que o faça questionar o mundo em que vive e questionar a si mesmo como parte desse mundo. Não é isso que o nosso humor brasileiro faz? Ao mesmo tempo em que faz rir dos políticos, das loiras burras e das favelas, está dando um enorme grito pedindo para que você olhe como as coisas estão e faça algo a respeito. Pena que as pessoas se contentem em se entreter e deitar a cabeça no travesseiro.

Por isso, antes de mais nada, viva! Respire ares novos, conheça lugares, olhe para as pessoas como você nunca olhou antes. Faça algo inusitado, perceba o mundo e suas maluquices. Só assim você terá sua visão única, peculiar sobre o mundo e as pessoas e, como na profissão do fotógrafo, é a sua visão, seu modo de olhar as coisas, que fará toda a diferença no final. É daí que virão as grandes idéias e as boas eistórias.

Imagens retiradas da apresentação da Peça Teatral “Terça Insana”. Todos os direitos reservados, e tudo e tal.

Mais um velho artigo resgatado do pó e das traças.

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Críticas – Um atalho para o aperfeiçoamento

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Criticas e Quadrinhos

Críticas! Palavra que causa arrepios.

Quem é o autor, seja de quadrinhos, música, contos, romance ou o que quer que seja, que nunca teve que enfrentá-las? Qual artista nunca teve aquele friozinho na barriga ao ter sua obra avaliada por alguem mais experiente ou um profissional respeitado? E quem nunca teve que amargar a decepção de ter seu trabalho duramente criticado nessas situações?

Críticas são naturais e fazem parte do processo de aprendizado. Mas o efeito que ela causa sobre você depende principalmente de como você a recebe. Se você encara uma crítica como “destrutiva” ou “arrogante” ou ainda como “inveja” e “uma tentativa do crítico aparecer”, provavelmente ela de nada servirá e você continuará cometendo os erros apontados. Mas se você engolir o orgulho, que normalmente é o que cega o autor diante das críticas e considerar tudo o que lhe é dito, você aumenta e muito as chances de evoluir rapidamente seu trabalho.

Não importa como as críticas chegaram a você. Não importa se você foi ofendido ou não. Ouça o que o outro tem a dizer porque, ainda que não pareça, criticar é um serviço. E é feito de graça. É alguém compartilhando conhecimento e experiência com você, então não desperdice isso por causa do seu ego.

O ego dos autores normalmente é muito sensivel, principalmente dos iniciantes. Mas entenda que ao escolher se tornar uma pessoa pública, ainda mais na internet, onde quase tudo é interação imediata, você está sujeito a todo tipo de críticas, assim como elogios.

Aqui vão algumas dicas para aproveitar o máximo as críticas:

– Não existem críticas construtivas ou negativas. Todas são válidas.

– Não se sinta ofendido pelo seu trabalho. A menos que a ofensa seja direcionada diretamente à sua pessoa, não há problema algum se alguém disser que sua obra é um “lixo”. Você mesmo diz isso de obras famosas, não diz? Quantos filmes não assistimos dizendo que é uma merd@? Insultar o trabalho NÃO é insultar o autor. E chamar o autor de incopetente não é uma ofensa. Ofensa é quando se ataca diretamente a índole da pessoa.

– Considere TUDO o que é dito, mesmo que você tenha certeza de que o crítico está errado. O autor normalmente tem dificuldades de enxergar os próprios erros. Por isso precisamos de outros para observar e analisar.

– Não peça para seus amigos e familiares criticarem a menos que vocês tenham o hábito de serem muito sinceros um com o outro a ponto de não terem medo de dizer nenhuma verdade.

– Quando você achar que o problema que foi alvo de críticas estiver solucionado, volte ao crítico que lhe apontou antes e mostre o resultado. Só assim para garantir que você realmente compreendeu o que ele quis dizer. Além disso, ele ficará feliz de ver que sua crítica rendeu bons frutos.

– Encare as críticas como uma ajuda. SEMPRE. Não tenha medo, seja humilde e vá em frente. Os autores de sucesso entendem muito bem disso.

Espero que com essas breves dicas você possa assumir uma postura de profissional diante das criticas e correções que certamente aparecerão.

Passe essa idéia adiante.

#partiu

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