Palestras da Quadrinize! no Anime Family 2010

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Anime Family

Pois é. Recebi o convite da simpática Suzani, presidente do grupo Gota Zine (que também faz parte o Wallace Nightwalker e o pessoal do Magyluzia) para fazer duas palestras no Anime Family no primeiro fim de semana no próximo mês. Então, lá estarei eu audaciosamente falando de coisas que ainda não mencionei por aqui e em lugar nenhum – se o nervosismo não me tirar a fala :)

Os temas serão os seguintes:

Dia 03/07 – Personagens: Como criar personagens cativantes, reais e convincentes? Do que eles precisam para ganhar o leitor? Estereótipos, arquétipos e outros sistemas que servem de guia.

Dia 04/07 – A Arte de Contar Histórias: Por que histórias nos fascinam? O que há de comum em todas as histórias? Histórias são entretenimento ou algo mais? O que é preciso para uma história se tornar inesquecível? Histórias locais x histórias universais.

O Gota Zine está organizando também outras coisas bacanas:

-Biblioteca Fanzine

Um espaço especial onde você pode ler diversos fanzines antigos a vontade, gratuitamente, com música ambiente. E se você possui fanzines antigos, estamos aceitando doações para a biblioteca.

-Promoções

Teremos surpresas e brindes especiais para quem participar e adquirir um dos nossos fanzines, não deixe de conferir!

-Concurso de Fanart (desenho feito na hora)

– Feira

Nesta edição do Zine Expo, teremos mais de 10 títulos a venda! Confira alguns:

Revista Quadrinize!
Monogatari
MangáK
Digude
SED
Lunchtime
Super Fighting Heroes
O sorriso da morte (one-shot)
JACKPOT!
Verdugo
Samurai Tchê
Maré de Ouro
Taari
Patre Primordium
Coração de Jade
Flame Of Hope
Bem + que Tiras
Aidoru

*Programação sujeita a alterações*

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Como Começar uma História

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Escrever histórias que demoram a decolar é muito comum entre os roteiristas iniciantes – e até entre os mais experientes. Existem inúmeros fanzines em que os autores gastam todo o primeiro capítulo com o que chamam de “apresentação de personagens“. As vezes, até dois, três capítulos se passam, e nada de história. E quando pergunto onde está a trama, a resposta é quase sempre a mesma: “Calma, isso foi só o começo. Agora é que a história começa mesmo!”

Isso é uma má condução de cenas. É muito importante que o leitor saiba sobre o que se trata a história logo no início, no máximo até a metade do primeiro capítulo. Claro que as primeiras páginas normalmente mostram os personagens em seu cotidiano, mostram onde a história é ambientada, situa o leitor. Os que aprenderam a dividir o roteiro no esquema de três ou cinco atos sabem que o primeiro ato é dedicado a isso. Mas se for APENAS isso, não tem valor algum e se torna obsoleto.

Sim, o leitor precisa ser situado na história e entender quem são os personagens. Mas ninguém quer saber de uma cena onde nada significante aconteça. É chato, tedioso e sem propósito.

O objetivo de uma história é mostrar o drama humano, seja em forma de comédia, ação, terror, aventura ou romance. Por drama, entende-se dilemas e conflitos. Uma história sem essas duas coisas não tem razão de existir.

Imagine um protaginista que consegue tudo o que quer sem obstáculos e nunca precisa fazer uma difícil escolha entre duas coisas ao seu alcançe. Que tipo de história seria essa? É exatamente a história que escrevem em muitos primeiros atos por aí.

Não importa se depois a história melhora e os dramas aparecem. A essa altura, você provavelmente já perdeu o interesse do leitor e ele já escolheu outra coisa para ler – ainda mais se tratando de zines.

Então, comofas?

1-Durante toda o primeiro ato, ou “cenas de apresentação”, é necessário incluir em TODAS as cenas um objetivo para o personagem e pequenos conflitos, coisas que o impedem de atingir esses objetivos. Se em sua cena não há, reescreva ou delete.

2-Após o que você considera suficiente para apresentação, inclua o quanto antes o ponto de virada e suas consequencias, ainda no primeiro capítulo, para sabermos do que a história vai tratar durante todas as próximas cenas. O leitor precisa saber disso, precisa de uma garantia de que está lendo algo que ele vai gostar do iníco ao fim.

Ex de um péssimo começo de história: Fulano acorda, se arruma para ir à escola, toma o café da manhã, se despede de seus pais. Pega o ônibus, desce em frente ao colégio, entra pelo portão. Cumprimenta seus amigos, entra na sala de aula, senta-se em seu lugar, o primeiro da fila. Então entra o professor e o cumprimenta.

Se divertiu lendo isso? Ou não via a hora de acontecer alguma coisa interessante ou acabar logo? De que se trata a história? O que a faz valer a pena?

Agora que tal isto: Fulano acorda já atrasado para a aula. Se arruma, mas não consegue encontrar nenhum par de meias limpas em meio à bagunça. Usa meias de pares diferentes ou vai sem? Escolhe usar meias diferentes. Corre para tomar o café da manhã, mas sua mãe já o aguarda para dar uma bola bronca por ter sido acordada às quatro da manhã com a voz dele no TeamSpeak liderando seu clã de WoW. Ele adora sua mãe, mas nessas horas ele se irrita e grita com ela. Perde a fome e sai nervoso. Perde o ônibus, mas por sorte uma colega, por quem ele é apaixonado, passa de bicicleta e dá carona. Ambos chegam atrasados e ficam do lado de fora. Resolvem pular o muro, são pegos e ganham suspensão.

Sempre o personagem quer alguma coisa, mesmo que seja beber água, e sempre aparece um obstáculo.

Isso pode ser um monte de clichê, mas há dois pontos a favor de usar essa sequencia. A primeira, e mais óbvia, é que ela é infinitamente mais interessante que a anterior. E a segunda é que isso retrata a vida da maioria dos estudantes. E isso é o mais importante de uma história, retratar a vida como ela é, como diria Nelson Rodrigues. Com isso os leitores se identificam com os personagens e esse é o segredo para que eles amem sua história.

Claro, essa foi uma opção humorística. Você pode trocar por conflitos dramáticos, de ação, qualquer coisa de acordo com o gênero da história.

Novamente, se você realmente quer páginas de apresentação, você precisa definir bem o primeiro grande conflito, ou a primeira virada de ato, que é o que vai acabar com a vida normal do protagonista e inseri-lo na aventura. De preferencia, essa virada deve acontecer ainda no primeiro capítulo, com tempo de mostrar as consequencias dela.

Ex: Depois pegar suspensão do colégio, os dois amigos saem e decidem não levar a carta do diretor a seus pais. Vão até o fliperama (é, na minha época de estudante isso ainda existia, me deixe ser saudosista) e gastam todo o dinheiro do lanche em fichas sem saber que estão sendo observados por uma figura que aparece nas sombras. Após perderem a última ficha, o protagonista se revolta, deixando somar toda a sua fúria de um dia inteiro de fracasso e destroi a máquina de fliper com tanta raiva que assusta a todos. A sombra que o observava se manifesta a todos e entra na cabeça do protagonista, transformando-o no terrível Fúria. Furioso, ele sai destruindo tudo, mas quando sua amiga lhe implora para parar e o abraça, ele se tranquiliza e volta ao normal.

Percebem como usei todas as cenas anteriores da apresentação de personagem para culminar todos os problemas do dia-a-dia dele em um momento crucial que mudou sua vida para sempre? Isso é ótimo para o leitor, pois é uma recompensa pelas páginas de introdução. Notem também como antecipei o ponto de virada mostrando a sombra seguindo o protagonista. Ainda que houvesse mais uma ou duas cenas de blablabla, o leitor já podia perceber que havia algo errado, algo estava prestes a acontecer, isso faz crescer a expectativa.

Também incluí uma consequencia para a virada. Ele sai quebrando tudo e sua amiga, por quem ele é secretamente apaixonado, o faz voltar ao normal. Isso não é o fim da história, é o fim do ato. O Fulano ainda tem o Fúria dentro de sua mente, e ele irá retornar. É uma boa forma de terminar o primeiro capítulo.

Há outras opções menos convencionais. Você pode colocar a virada bem mais cedo. Nesse caso, a própria virada pode ser usada para quebrar a calmaria e falta de conflitos: Fulano acorda na hora de ir à escola. Ele é um nerd e a perfeição faz parte de sua vida. Se arruma, toma o café da manhã, se despede dos pais e ao sair pela porta descobre que sua casa está flutuando no vácuo do espaço sideral.

Nesse exemplo, eu coloquei um início de dia totalmente normal, sem conflitos e sem dilemas, mas calculei o tempo que essa cena gasta até que o ponto de virada quebre totalmente o clima de normalidade tediosa com uma grande surpresa para o protagonista – e para o leitor também. Esse tipo de início de história é bem funcional e empolgante, mas é difícil de ser construída, exatamente por precisar desse calculo de timming – qualquer exagero estraga a cena e se for rápido demais tira o impacto da virada – e de uma virada realmente surpreendente para compensar o tédio anterior.

Existem ainda outras técnicas. Uma delas é colocar o conflito logo no início e levar o protagonista até ele no final do primeiro ato. Ou ainda colocar o conflito e o ponto de virada no início e apresentar os personagens já dentro dessa nova realidade. Isso é empolgante e enche a história de mistérios. Outras ainda menos convencionais são utilizadas por grandes mestres e é preciso habilidade. Leia suas HQs favoritas, assista filmes e seriados (episodios de series são ótimos estudos para composição de cenas e atos) e descubra quais são as formas que os autores utilizam para criar uma cena inicial de apresentação e como eles inserem a primeira virada de ato. Você vai se surpreender com as opções disponíveis.

E lembre-se: um bom início pode fazer toda a diferença para sua história e para os leitores.

Roteiro para Quadrinhos Nacionais – Nada se Cria, Tudo se Vive!

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Eu não entendo o autor de quadrinho nacional. O cara cresce lendo quadrinhos, seja comics ou mangás e quer fazer sua HQ também. Até aí… tudo bem! Mas o sujeito quer fazer IGUAL ao seu gibizinho favorito. Quer dizer, igual não. Ele é criativo – muda os nomes das personagens e a cor das roupas! Ahá! Não contavam com a astúcia dele!

Nesse terceiro artigo da nossa série sobre quadrinho nacional (confira O Famigerado Mercado de Quadrinho Nacional e Criando um Herói para Quadrinhos Brasileiros) quero abordar um pouco mais a fundo a questão da criação.

Como foi dito anteriormente, a solução para um mercado está na criação própria voltada para brasileiros, e a idéia é o embrião da criação. Mas de onde tirar idéias que prestem?

Vou usar o exemplo dos comediantes brasileiros. Eu não sou um grande apreciador do humor, mas devo admitir que alguns humoristas brazucas me fazem rir muito. Nós brasileiros temos a fama de fazer piada da nossa própria desgraça. Não que isso seja um dom, mas, para mim, isso indica que o humorista está antenado com a realidade do Brasil. É piada de todo tipo de coisa do nosso cotidiano: política, futebol, preconceito, pobreza, política, peruas, transporte alternativo, adolescentes, escolas, política, religião, carnaval, apresentadores de programa, enchentes, política, músicos, política… a lista quase não tem fim. E o Brasileiro ri, não apenas porque a piada é boa, mas porque é a própria realidade brasileira. Como diria a Dona Edith: – “é ou num é ou num é? É!!!”

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Dona Edith é um ótimo exemplo do que estou falando. É um quadro da peça de Teatro Terça Insana que brinca com a pobreza na favela. Perceba bem: alguém que não sabe o que é uma favela, provavelmente não vai rir nem entender metade das piadas do quadro. Alguns quadros da Terça Insana não são para qualquer um rir. Falando nisso, sabe aquela fama de que piada de norte-americano não tem graça? Por que será? É óbvio que é porque não estamos contextualizados ao tema da piada em questão.

A idéia é simples assim… Sua idéia tem que partir de algo de fácil reconhecimento do seu leitor. Ele vai ler aquilo e saber do que se trata, assim como um japonês que lê um mangá com estudantes com roupas de marinheiro que usam o ki e tem vergonha de pegar na mão da namorada em público.

Quando um humorista brasileiro faz uma personagem satirizando uma situação ou uma classe ou até mesmo uma pessoa pública, ele não está sendo preconceituoso, como algumas pessoas pensam. Ele está rindo de SI MESMO. Quem assiste e ri, também ri de si mesmo, estão todos rindo de si mesmos porque somos nós que fazemos o país ser essa grande piada, seja com nosso conformismo, seja com nossos votos, nossa omissão ou nossa ignorância. As pessoas riem porque no fundo dizem “é verdade, a coisa é assim mesmo”. Mas o que o humorista está fazendo? Um estereótipo. Mas não um estereótipo universal, mas brasileiro, para brasileiro entender. Ele estereotipa o pobre, o favelado, o político, o adolescente, o rico. É o que o pessoal da Terça Insana faz. Então ele brinca com o estereótipo, desconstrói, cria situações com ele e apenas deixa a personagem agir naturalmente, porque a personagem já tem um comportamento e objetivos definidos. E as possibilidades são quase infinitas.

Assista alguns vídeos da Terça Insana e faça uma lista dos estereótipos que ali são representados. Depois marque com um X os que você conhece bem, o tipo com o qual você convive ou já conviveu. Então pegue a personagem cujo estereótipo você mais conheça e crie uma situação para ela em outro gênero – terror, fantasia, romance, drama. Pegue a dona Edith e jogue-a num planeta de fantasia estilo El Hazard (mas coloque coisas interessantes para o brasileiro, como um mundo onde tudo é cercado de cerveja, praia, ou a total ausência dessas coisas e brinque com isso) e faça a personagem ser ela mesma nesse mundo. Como uma líder comunitária semi-analfabeta que fala “incrontá” ao invés de “encontrar” se sairia se tivesse que salvar um mundo fantástico? E se junto com a Dona Edith estivessem a Irmã Selma, a Leila e a Adolescente? Claro que aí você vai ser tentado a fazer uma comédia, mas faça uma comédia com a fantasia, porque esse é o tema. Ou faça um terror e explore as possibilidades. A irmã Selma é de botar medo, porque ela reza para que algo aconteça a alguém… “E acontece”! Ou uma versão Big Brother do mundo de Mojo. Mas o mais importante é que isso estará voltado para o brasileiro e suas necessidades e vontades. Se a personagem for bem construída e autêntica, o leitor será cativado, vai querer saber o que acontecerá com a personagem no final e vai se importar com ela.

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Claro que não é só de personagem que vive uma HQ. É preciso ter uma estória. E nada melhor do que simplificar as coisas. Hoje é muito comum cenários e elementos complexos envolvendo física quântica, magia do caos e etc; mas toda boa estória parte, em sua concepção inicial, de uma premissa simples, seja um sujeito comum que recebe poderes ao ser picado por uma aranha ou seja um moleque traumatizado pela morte dos pais que quer vencer o crime. Simples e próximo do leitor. A partir daí, coloque suas pirações, complexidades e o que mais achar útil, mas a premissa deve ser sempre o mais simples possível. Brinque com as possibilidades e os rumos que o mundo está tomando. Imagine o malandrão da favela recebendo super-poderes por causa de uma pedra de crack mofada! E o poder que ele receberia é o de transformar a realidade de uma pessoa em uma viagem alucinógena!

Mas tudo isso é exemplo. Você não vai fazer suas HQs baseados em personagens humorísticos (e se fizer e for processado por plágio, nem vem me culpar). Você vai observar o mundo a sua volta. Vai observar as pessoas na rua, no trânsito, no trabalho, na escola. Vai viver! Conversar com alguém na fila do banco. Observar como o tipo de pessoa que você quer retratar se veste, age ou se comporta na sociedade. Olhar os objetos que carrega e tentar imaginar como é a vida daquela pessoa, do que ela deve gostar, onde trabalha, apenas com as informações visuais que tem ali. Você vai conhecer pessoas porque não quer fazer personagens vagos e rasos, que não representem em nada o grupo que você escolheu. Não se prenda ao visual. Vá além! Vá à essência das pessoas e suas necessidades, sonhos específicos, carências e objetivos. A identificação não precisa ser apenas através da personalidade ou do visual, mas também do que as pessoas precisam. O simples fato de seus personagens serem humanos em busca de algo, seja o propósito de viver ou o carro do ano,  já é um fator de identificação praticamente universal. Vá mais a fundo na alma do ser humano e você encontrará assunto pra estórias que não acabarão mais. Depois afunile o fator de identificação ao grupo de pessoas a quem você está se dirigindo – sem esquecer que são brasileiros que, na maioria esmagadora, não querem saber de uniformes de marinheiro nem heróis de collant com codinomes ridículos.

Depois de você criar a ambientação (esse assunto será tratado melhor futuramente), o enredo virá da interação desses personagens entre si e essa ambientação é a reação deles, suas escolhas e a conseqüência dessas escolhas que farão a sua estória.

Mas o mais importante de tudo é que não vai adiantar nada disso se sua idéia for vazia, se sua estória for apenas mais uma entre tantas. E é aí que você vai ser diferente de um produto fabricado feito APENAS usando a identificação das personagens para manipular e comover o leitor e prendê-lo ao produto, fazendo-o querer ser o que é mostrado em tais estórias. Este pretenso autor que escreve a vocês e a ComicsLivres repudia tal atitude que transforma as HQs em subprodutos feitos visando única e exclusivamente a devoção do leitor cativado ao personagem (uma marca), o que lhe rouba a identidade e a capacidade de agir por si próprio. Estórias, assim como qualquer outra mídia, feita com tais ferramentas, são poderosas para interferir na vida das pessoas. Você está lidando com gente, pessoas de verdade, que você não fará idéia de como ela vai reagir aos seus personagens. Portanto, importe-se com seu leitor e tenha algo a dizer. Não um discurso, nem um pensamento pronto e pré-formatado sobre qualquer coisa. Mas tenha algo a dizer que o faça pensar, que o faça questionar o mundo em que vive e questionar a si mesmo como parte desse mundo. Não é isso que o nosso humor brasileiro faz? Ao mesmo tempo em que faz rir dos políticos, das loiras burras e das favelas, está dando um enorme grito pedindo para que você olhe como as coisas estão e faça algo a respeito. Pena que as pessoas se contentem em se entreter e deitar a cabeça no travesseiro.

Por isso, antes de mais nada, viva! Respire ares novos, conheça lugares, olhe para as pessoas como você nunca olhou antes. Faça algo inusitado, perceba o mundo e suas maluquices. Só assim você terá sua visão única, peculiar sobre o mundo e as pessoas e, como na profissão do fotógrafo, é a sua visão, seu modo de olhar as coisas, que fará toda a diferença no final. É daí que virão as grandes idéias e as boas eistórias.

Imagens retiradas da apresentação da Peça Teatral “Terça Insana”. Todos os direitos reservados, e tudo e tal.

Mais um velho artigo resgatado do pó e das traças.

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11 Motivos para fazer sua HQ com leitura on-line

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Baixar hq online-desespero!

Como leitor e crítico, leio muitos zines gratuítos por aí e muitos deles cometem a gafe de disponibilizar sua HQ apenas em arquivo zipado para download em drive virtual. Vou dar agora 11 motivos para você dar preferência à leitura on-line ao seu zine gratuíto.

1- Você é um autor totalmente desconhecido e sua obra ainda mais. Ninguém sabe se valerá a pena ler, e isso será decidido pelo leitor nas primeiras cinco ou dez páginas. Sim, há grande possibilidade que ele nem leia todo o primeiro capítolo. Baixar tudo de uma vez normalmente acaba sendo uma perda de tempo, porque raramente encontramos algo que realmente valha a pena ler, e muito menos valha manter guardado no PC.

2- Internet e web 2.0 é algo que deve ser dinâmico e instantâneo. Aqueles cinco minutos que se leva pra fazer um download fazem toda a diferença. Aqueles cinco cliques a mais que precisamos fazer para um download fazem MUITA diferença. Entenda que os leitores da internet, na maioria, são acostumados a fazer duas, três, cinco coisas ao mesmo tempo no computador, e tudo deve ser rápido e eficaz. Caso contrário, perde-se o interesse facilmente. Na era do twitter, nada melhor do que simplesmente clicar em botões “clique aqui para ler” e a HQ abrir instantaneamente.

3- Quando se é desconhecido, entenda que é um privilégio ser lido, e não algo natural, como é para caras como Alan Moore ou Katsuhiro Otomo. Então, facilite para o seu leitor ao máximo. Quanto mais rápido ele olhar a capa e avançar as páginas, melhor.

4- Faça um site para seu zine/hq independente. É de graça. Dá trabalho, mas quanto mais trabalho você tiver, melhor para o LEITOR! É assim mesmo que funciona. Você se lasca durante dias, semanas, meses, para que o leitor tenha seus 10 minutos de entretenimento, sem interrupções causadas pela má estratégia do autor.

5- Coloque no site as páginas todas em uma galeria, em miniatura. Ao clicar em uma delas, o leitor deve ter os botões com opção de avançar nas páginas seguintes e voltar na anterior. Use imagens com poucos kbites para que carreguem o mais rápido possível. Isso é a mão-na-roda para o leitor. Imadiato e instantâneo, como miojo. Lembre-se que possivelmente o leitor também está AO MESMO TEMPO ouvindo música, twittando, atualizando o orkut, upando vídeos no youtube e jogando WOW. É uma disputa de atenção.

6- Quando você faz um belo site ou blog, com sinopse e ilustrações da sua HQ, bem atraente, o leitor te leva mais a sério. O visual vai chamar a atenção e atiçar a curiosidade dele. O contrário também é verdadeiro. Quando você joga um link no orkut para download no 4shared, você está passando a impressão de que não leva a sério o trabalho e de que é muito preguiçoso para fazer um site para leitura online. Na internet, sua imagem pessoal também conta.

7- O leitor pode ser preguiçoso e não querer ficar clicando e baixando coisas. Você não tem direito ao “luxo” da preguiça.

8- O autor da internet independente não é apenas autor. Ele é autor, designer, developer, editor, seo, e publicitário de seu próprio projeto. Se não for, e não tiver ninguem que seja por ele, certamente irá fracassar.

9- Ter um site com leitura online amplia muito a possibilidade de divulgação e de visitas acidentais do que postar um link para download em redes sociais ou até postar no album do orkut. Pense nisso.

10- Web 2.0 significa interatividade. Quando o leitor lê no site online, ele tem a opção de comentar no site na mesma hora, ao inves de ter que procurar por você naquela lista enorme de amigos do orkut.

11- E por fim, profissionais, editores e tal normalmente vão levar mais a sério um site bem montado e um trabalho bem apresentado.

Se ainda assim você prefere usar apenas drives online que obrigam o download, lamento, mas provavelmente eu e muitos outros simplesmente não irão ler.

Para um bom exemplo de um site bem-sucedido no mundo dos fanzines de leitura online, visite o Mushi-Comics.

#faleimesmo

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Criando um Heroi de Quadrinhos Brasileiros

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Ou “Como escrever direito para brasileiros?”

No artigo O Famigerado Mercado de Quadrinho Nacional falamos como a criação voltada ao público brasileiro pode fazer com que finalmente exista um mercado e até mesmo um segmento, uma tendência, um estilo e identidade própria aos quadrinhos nacionais. Agora vamos falar sobre como criar algo que dê conta do recado. Nada de mulheres siliconadas clones de heroínas de comics dos anos 80. Nada de ninjas coloridos. Nada de ficção antiquada com chapéus voadores. Vamos olhar para a simplicidade do herói, povo!

Não podemos simplesmente importar conceitos de heróis de outras culturas, que por sinal levaram anos de evolução para ser o que são hoje, que atendem às necessidades e expectativas de um público do qual você não faz parte.

Entenda: mangá é feito pra japones, comics são feitos pra americanos. Você é um nerd que gosta dessas coisas, mas sua colega do colégio não, e por isso ela ri de você por causa dos seus gibis. Claro que os leitores de HQs cresceram muito, principalmente com a invasão dos mangás, mas ainda é uma minoria. Por isso fazer um fanzine brasileiro com nomes e lugares japoneses simplesmente não faz sentido. Assim você não está escrevendo pra brasileiro nem pra japones – porque o personagem e lugar japones que você coloca não são japoneses nem na Lua. A minoria conhece essas coisas de HQs.

Já a turma da Mônica, todo brasileiro conheçe. E é disso que estou falando. Acho que existe essa lacuna a ser preenchida. No Brasil existem muitos humoristas, inclusive na área dos quadrinhos – que escrevem ótimos textos, por sinal. Mas onde está o herói brasileiro? Aquele que será tão conhecido quanto a Mônica? É possível realizar tal façanha?

Sim, é possível. Mas primeiro, precisamos abandonar os esteriótipos, esquecer um pouco que heróis precisam de músculos e poderes, que mangá precisa de olho grande, que garotas tem q aparecer em um semi-poster pornográfico na capa da HQ, dos uniformes e etc, etc. Vamos tirar toda essa gordura, apetrechos, cores e testosterona. Tire as capas e super-poderes fantásticos, as cores da bandeira e as frases clichês.

O que sobra?

Se no caso do seu personagem não sobrar nada, jogue ele fora e faça o teste com um bom personagem gringo. Como Batman, Homem-Aranha ou Kenshin. O que sobra? O que sobra???????

Sobram os conceitos idealizados de cada autor, resultado de sua própria cultura e experiencia de vida (leia mais sobre criação de personagens que não sejam superficiais). Sobra uma pessoa que poderia existir de verdade, que poderia ser o seu vizinho – ou quase, já que Bruce Wayne, Peter Parker e Kenshin moram um pouco longe de você. Mas poderia ser o vizinho do público original desses personagens. O cara na frente na fila do banco, o sujeito lendo jornal no metrô, qualquer um. O Peter Parker é uma pessoa comum, como eu e você. E por ser uma pessoa comum, é uma pessoa complexa, cheia de sonhos, defeitos, princípios, valores, crenças, dúvidas, amores, rancores, medos e feridas. Ele convive com pessoas igualmente comuns e frequentes no nosso cotidiano. O valentão da escola, a namoradinha, o melhor amigo problemático, a família, e por aí vai. Temos alguém com uma essencia, um passado cheio de traumas e momentos saudosos. Um ser humano. O maior problema que encontro nas HQs brasileiras é a dificuldade de se colocar um ser humano nas páginas pra atuar.

Mas como se faz pra criar algo tão complexo? Tenho que estudar psicologia? Não, não se afobe, pequeno escrevinhador. O que você precisa fazer é trancar um pouco seus mangás e comics no armário – eles te deixam com uma visão gringa e estereotipada sobre as pessoas – e vá ver pessoas brasileiras. Vá ver como eles pensam, falam, andam, agem e reagem, e saiba porque eles são como são. Conheça tipos diferentes de pessoas, converse com elas. Quando estiver em um ônibus, observe bem. Dali mesmo você pode tirar vários personagens para suas estórias. Seja um trocador mau humorado que xinga os passageiros, um velhinho que não sabe onde está indo, um vendedor de doces engraçadinho, uma garota fria e com cara de quem chupou limão.

Todos tem uma estória, e se você observa-los, ver como se vestem, como andam, o que carregam, talvez você consiga saber algo sobre eles. Ou pelo menos imaginar. É um ótimo exercício. Talvez a garota esteja irritada com o vendedor engraçadinho que está dando cantadas horríveis e o trocador brigou com a esposa antes de sair de casa. São pessoas, assim como você. Seus personagens também deveriam ser, e não apenas um cara que solta raio pelos olhos ou que é caladão porque ser caladão é “cool”.

Os esteriótipos são úteis APENAS se estiverem a serviço da essência do personagem, e não vice-versa. Você não deve dizer “ok, vou definir o personagem: Fulano é estressado e se acha mais forte que os outros”. Isso são traços esteriotipados de comportamento, é uma casca, é provavelmente a primeira coisa que o leitor vai perceber, e não deve ser a única coisa. Você deveria pensar “ele tem um sonho de ser um ator famoso, mas por ser gago foi muito ridicularizado desde criança e POR ISSO se tornou estressado e orgulhoso, de modo que se acha melhor que os outros”. Um exemplo bobo (não o use) mas que mostra a idéia. O leitor primeiro vai ver que o cara é estressado o que ele se acha, mas depois vai entender o por quê. E isso faz toda a diferença.

Navegue pela complexidade e pelos trilhos caóticos do comportamento humano. Causa, escolhas e efeitos. O que aconteceu com eles, o que eles decidiram fazer com esses acontecimentos e os resultados dessas escolhas. Isso gera o caráter deles de hoje. ENTENDA o seu personagem, por só assim você vai saber o que ele fará em cada situação que surgir e terá tudo sob controle.

Mas por que tenho que fazer personagens brasileiros? Alguns dizem que é bobagem, mas a magia dos quadrinhos e de todas as estórias está aqui: identificação. Nós escrevemos estórias sobre seres humanos e para seres humanos. Só esse fato já gera uma identificação. Mas quanto mais você gerar essa identificação com um coletivo específico – no nosso caso, com o brasileiro – mais a leitura será intensa e atraente, porque o leitor vai querer saber o que acontecerá com o personagem. “Será que ele conseguirá vencer o vilão e salvar o bairro/cidade/mundo?” Quando o personagem se torna real na mente do leitor e este se identifica com aquele, eles se tornam próximos; um vínculo é gerado e, dependendo do grau de intensidade da sua estória, o personagem ficará na mente do leitor por um bom tempo.

Até hoje me lembro do impacto que foi na minha mente quando vi o filme A Fortaleza. Eu era criança, e o filme é sobre crianças sequestradas por bandidos MUITO maus com máscaras de bichinhos. O chefe era o Papai Noel. Eu fiquei com trauma de Papai Noel, o filme realmente me deu medo. Mas o que aconteceu? Eu me identifiquei com as crianças, porque eu era criança, parecido ligeiramente com um deles e lá no fundo eu queria ter tido uma aventura como aquela. Por que? Porque aquelas crianças bobas e medrosas no final se tornaram salvagens, espertas, e mataram os bandidos; criaram uma armadilha engenhosa e mutilaram o Papai Noel. Aquilo foi homérico. Eles eram heróis mirins. Isso me fez querer ser herói também, que dividia um segredo e uma aventura com um grupo de amigos que antes não se davam bem e se tornaram proxímos e confidentes. Mas isso tudo era devido ao fato de eu querer ser importante e corajoso. Foi de encontro com meus sonhos e desejos. Fiquei dias com aquilo na mente. O mesmo ocorreu com História Sem Fim, entre tantos outros.

A identificação é de suma importância. Não precisa ser com o personagem principal, mas procure entender como são os brasileiros e faça um brasileiro pra que todos vejam e SAIBAM que é um brasileiro sem ter que carregar a bandeira do Brasil (ô coisa brega). Faz um moleque que pareça aquele metido a valente da escola mas que não era valente coisa nenhuma, ou a garotinha inteligente e tímida que não dava cola pra ninguem. Ou aquela vizinha filha de pastor evangélico metida a rebelde. São experiências comuns ao brasileiro, coisas que ficam no insconsciente coletivo.

Aprofunde-se nas etnias, não faça um monte de gente parecida. Aqui tem de tudo. Observe a influencia da família sobre as pessoas, o poder aquisitivo, o estilo de vida, o tipo de colégio que estudam. Olha para as ruas e os shoppings, sua história pode estar lá, te esperando. Uma história em cada pessoa que passa por você . Não seja preguiçoso. Traga a vida real para dentro de suas HQs e, consequentemente, para dentro da mente do leitor. Se importe com o personagem. Ele precisa aprender e evoluir como ser humano.

E, quando você buscou isso tudo para seu personagem, você finalmente irá descobrir por que ele é um herói. Pode ser por um sentimento de culpa, como o Peter Parker, ou vingança como Batmam, um limitador moral. Mas o importante é você saber o que faz dele um herói, qual é o fator determinante que fará dele um mocinho e não um bandido ao receber os poderes ou habilidades quaisquer. E o mesmo vale para os bandidos. Não serve “ah, ele é bom e o outro é mau”. Ninguém é bom nem mau, apenas agimos conforme os fatos e nossas escolhas. Algo acontece e fazemos algo a respeito. Algo nos move, algo impulsiona.

E depois? Aí entra a Jornada do Herói. Mas isso fica pra outro dia (claro que você pode ir pesquisar o assunto até lá, né?)

#FicaADica

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Dicas Para Criar Seu Personagem

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Continuando a série “resgatando textos antigos”, trago um sobre personagens originalmente postado nesse tópico do Orkut. Revisto e atualizado, porque opiniões e conhecimento mudam.

O pessoal gosta de começar a criar um personagem a partir dos poderes. A princípio, tudo relativo a poderes é deixado pra depois. Não parece, mas isso é o menos importante.

– OHHH!!! Mas o q será do meu personagem sem o seu poderoso ultra-mega-explosivo KAMEPEIDORRÁ????

É aí q tá. O personagem, com ou sem poder, é uma pessoa q tem seu histórico, seus sentimentos, crenças, motivações, objetivos e sonhos. Pessoas são complexas. Olhe pra você (vcs que leem isso aqui)! Você é complexo pra caramba! Os leitores de HQs são super complexos. E complexados, porque a maioria é nerd e fanboy.

Então eu diria q originalidade não importa nessa hora. Deixe ela pro enredo, pro desenrolar da historia. Toda história tem seu herói, anti-heroi, vilão, mocinha, e tudo isso varia de forma de acordo com o gênero. Por isso histórias são universais. Claro, se vc tem uma ideia ultra original para o pesonagem, use! Mas cuidado pra não ser algo q ninguem vai entender ou gostar. Faça o simples.

E o que é o simples? Faça seu personagem uma pessoa comum, como qualquer outra que esteja lendo a historia. Use arquetipos e esteriótipos sim. Crie uma personalidade comum no dia a dia, uma coisa q as pessoas identifiquem. O riquinho metido, a patricinha, o nerd espinhento. O leitor vai ler e pensar “ei, se parece comigo!” ou “ah, essa guria chata é igualzinha minha namorada!!!”. Aí você criou a identificação e o leitor se interessou.

É aí que vc vai colocar coisas a mais. Vai se aprofundar na alma do personagem. Poque o riquinho é metido? Só porque é rico? Isso é pobre. As pessoas são movidas por motivações e objetivos. O riquinho é metido porque além de rico ele QUER alguma coisa. Quer ser aceito, quer ser paparicado, e geralmente ser rico não é o suficinte para isso, então ele tem que aparecer de qualquer jeito e o dinheiro é apenas um meio para conseguir aparecer.

E aí vc coloca o bendito conflito. Con-fli-to. Sem isso, seu personagem não é nada. É uma coisa estática e chata. Conflito é quando Deus e o mundo se colocam entre o personagem e seu objetivo. É quando mesmo com toda a grana e estrategias para aparecer, o riquinho é odiado por todos, o cachorro que era o único a ficar perto dele morre, a garota (aquela patricinha) que ele é apaixonado e coleciona fotos em segredo começa a namorar o nerd espinhento, tudo dá errado e ele tem que fazer algo a respeito.

Um personagem q ficou famoso com seus conflitos é o Homem-Aranha nos anos 60. Eu nao queria estar na pele dele, mesmo sendo um super-heroi. Mas esse é o lance que cativa. O cara é um heroi, salva vidas, faz o q é certo e vive uma aventura, mas no final do dia tem um fracasso que destrói a alma dele. Ele não pode ficar com a garota que ama para protege-la dos viloõs. O leitor quer ser o heroi mas sente na pele a dor que isso causa. Aí entra o sacrificio.

Peter Parker - Homem Aranha
Então você coloca no personagem coisas que farão ele continuar a ser o heroi ou farão ele desistir. Se o personagem acredita q tem q usar os poderes para proteger as pessoas mesmo q ele sofra horrores, coloque o por que disso. No caso do HA, o tio dele que ele respeitava pra cacete o ensinou essa coisa de responsabilidade.

Ok, mas como falamos de mangá, pegue o Naruto. Ele quer ser hokage e quer ser reconhecido. Mas ele é fraco e não consegue aprender nada direito – conflito. Depois ele consegue ser reconhecido pelo babaca do Sasuke, e tudo vai bem, mas o babaca vai ser vilão – por que? Você sabe, motivação do personagem. Mais conflito. Agora a motivação do Naruto é salvar o amigo que vai virar um casaco de pele do Orochimaru, mas ele continua um imbecil fraco. Motivação, conflito, reação. Um ciclo, percebe?

Saruto e Sasuke
Isso pode parecer cliche, mas é assim que uma historia se torna interessante. Na verdade, o clichê está em COMO você vai solucionar o problema “motivador-conflito-reação”. Usar os mesmos de sempre é ser clichê. É nessa hora que você tem o desafio de ser original. Não é preciso criar nada novo, mas algo funcional com situações criativas sem apelar para fórmulas já manjadas nos mangás, HQs e filmes.

#foiescrever

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Mangá “Gasp” Girl

1 Comentário

E aquela série de 13 livros que virou seriado de TV – Gossip Girl – vai ganhar também um mangá publicado pela editora norte-americana Yen Press e escrito e desenhado pela coreana Baek Hye-Kyung.

É um mangá tipicamente shoujo focado na Blair e na Vanessa. Não sei por que! Pelo menos são histórias inéditas, só espera-se que mantenha a essencia da coisa.

Taí uma amostra das páginas. Preciso dizer? É horrível! Com excessão da Serena na capa, os personagens estão irreconhecíveis. A Yen Press tem publicações melhores.

Ainda bem que não é uma série da qual sou grande fã.

#vergonhaalheia

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