Livros de Anatomia para Referência

10 comentários

A melhor forma de aprender a desenhar figuras humanas convincentes, é pelo estudo realista da anatomia. Não que seja obrigatório, mas é como costumo dizer: a caricaturização é uma desconstrução consciente da realidade. Ou seja, quanto maior o seu conhecimento sobre anatomia realista, melhor será a representação da forma humana no papel, ainda que simplificada. A realidade ainda é a melhor referência para qualquer artista, de qualquer estilo ou gênero.

Dito isto, aqui estão alguns livros que lhe servirão como ótima referência. Mas dê preferência ao material impresso. Revistas de esportes e exercícios físicos são uma boa opção. Para desenhistas de quadrinhos (comics ou mangá), são de grande importância. Isto tornará seu estudo mais trabalhoso e meticuloso; mas acredite, os resultados irão surpreendê-lo.

Caso você nunca tenha feito um estudo semelhante, apenas como teste, faça uma ilustração de um personagem com bastante movimento corporal antes de iniciar estes estudos. Depois de duas semanas de estudo realista (estude todos os dias, né folgado?), refaça o mesmo desenho. A diferença será nítida. Incentivo vocês a postar aqui, nos comentários, as duas ilustrações para servir de exemplo aos futuros visitantes :)

Anatomy for Fantasy Artists

Este livro traz uma ótima seleção de ilustrações e fotos de referencias de poses e roupas para histórias de fantasia, com noções de esqueleto e músculos humanos, expressões faciais, linguagem corporal e roupas.

Anatomy Resource References for Artists

Voltado para artistas de 3D, também é muito útil para ilustradores e quadrinhistas em geral, pois é uma coleção de referências;  são mais de 600 páginas com fotos e imagens da estrutura do corpo humano, músculos e os mais variados movimentos.

The Artist & Complete Guide To Facial Expressions

Quase 300 páginas explorando as expressões faciais realistas. Precisa dizer mais? :)

Drawing And Anatomy Human Body

Fantástico guia de movimento do corpo humano. Indispensável.

Anatomy For Artists – Vol 1

Um guia básico dos detalhes dos ossos e musculatura humana.

Agora não tem mais desculpas para aqueles desenhos tortos e sem movimento. Treine. Mas treine MESMO. Afinal, se algo vale a pena ser feito, vale a pena ser BEM feito.

Baixe também programas de anatomia em 3D.

Anúncios

Quadrinhos – Algo a Dizer

4 comentários

Bakuman

Antes de abrir o seu editor de texto para escrever uma história, antes de sair criando personagens e inventando nomes de golpes poderosos, é preciso ter algo a dizer. Você precisa de algo que saia de dentro de você e vá pra dentro do leitor (sem sentido ambíguo). Algo que conecte vocês.

Ok, pra não ficar muito esotérico, você precisa ter uma mensagem para o mundo. Não uma lição de moral, como os desenhos americanos antigos. Você não precisa, nem deveria dizer “isso é certo, isso é errado”. Mas pode mostrar aquilo que você aprendeu na sua vivência a respeito da vida, do mundo, da sociedade em que vive – em que vive, não a do outro lado do mundo, se é que me entende.  O porque você acha que está nesse mundo.

Segundo Joseph Campbell, autor do Mito do Herói, toda História, todo mito, possui um herói que realiza uma série de proezas, sejam físicas ou espirituais, encontrando respostas que a humanidade está sempre buscando. Quem somos, de onde viemos, para que viemos, para onde vamos? Os mitos, mesmo de forma inconsciente, procuram responder isso. Não de modo arrogante ou religioso, dizendo “eu sei, leia isto, aqui está a resposta”.  Mas apresentar uma VISÃO, a sua interpretação da vida, como você vê o mundo. É basicamente o leitor pegar os seus olhos e enxergar a vida com eles.

Claro que pra isso, é preciso viver. O que é viver? Isso você tem que descobrir. Seja você mesmo, se liberte das amarras que te prendem a um conceito ou preceito limitador, quebre o muro, descubra novos horizontes, seja honesto e sincero consigo mesmo e com os outros.

Aceite a aventura da vida.

Não se esconda, não fuja, encare a si mesmo.

Querendo ou não, é verdade. Histórias não são apenas entretenimento. São o reflexo das necessidades de uma sociedade. Mesmo as histórias de hoje em dia. E os autores atuais, apesar de todo o capitalismo e espetáculo, principalmente no cinema, sabem disso. Por trás de todo entretenimento barato, há essa noção que é a base das escolas de arte, seja qual for a mídia. Como Campbell diz, os mitos existem pra nos fazer pensar, entender verdades que só podem ser expressadas simbolicamente. Ou, como diz o grande professor de roteiro Robert McKee, as histórias são uma metáfora para a vida.

Só tendo algo a dizer, algo que vá de encontro à necessidade humana, uma história pode verdadeiramente encantar e cativar multidões.

Coleção Revista DibujArte para Download

39 comentários

Revista DibujArte

Eu pensei muito antes de decidir criar posts de download de materiais de desenho e afins. Afinal, já existem tantos blogs por aí com esse tipo de conteúdo! Mais um não faz muita diferença. Mas, enquanto procurava um filme para download, percebi que muitos arquivos são excluídos dos servidores de download e os links deixam de funcionar. E, como todos os outros blogs de download utilizavam o mesmo link, não pude baixar o filme.

Foi aí que pensei: seria uma tragédia se isso acontecesse com certos materiais de desenho. Além disso, apesar de muitos desses materiais serem abundantes, poucos blogs trazem a coleção completa de determinada publicação. Muito menos oferecem outras opções de download.

Então, decidi entrar na onda, não para ser mais um blog de download, mas para oferecer algumas coisas complicadas de serem encontradas, como é o caso desta coleção completa da revista DibujArte.

A DibujArte é um clássico. Eu a considero uma das melhores publicaçõesdo mercado. Os temas variam, desde anatomia a expressões faciais, lutas de kung fu, aquarela, dobras de roupas e programas 3D. Imperdível.

Aqui estão as 51 edições em duas opções de download. Agora não tem mais desculpas. Vá desenhar, seu preguiçoso!

Pacotes:

DibujArte 0-10
DibujArte 11-21
DibujArte 22-35
DibujArte 36-46
DibujArte 47-50

Avulsos:

DibujArte No 00
DibujArte No 01
DibujArte No 02
DibujArte No 03
DibujArte No 04
DibujArte No 05
DibujArte No 06
DibujArte No 07
DibujArte No 08
DibujArte No 09
DibujArte No 10
DibujArte No 11
DibujArte No 12
DibujArte No 13
DibujArte No 14
DibujArte No 15
DibujArte No 16
DibujArte No 17
DibujArte No 18
DibujArte No 19
DibujArte No 20
DibujArte No 21
DibujArte No 22
DibujArte No 23
DibujArte No 24
DibujArte No 25
DibujArte No 26
DibujArte No 27
DibujArte No 28
DibujArte No 29
DibujArte No 30
DibujArte No 31
DibujArte No 32
DibujArte No 33
DibujArte No 34
DibujArte No 35
DibujArte No 36
DibujArte No 37
DibujArte No 38
DibujArte No 39
DibujArte No 40
DibujArte No 41
DibujArte No 42
DibujArte No 43
DibujArte No 44
DibujArte No 45
DibujArte No 46
DibujArte No 47
DibujArte No 48
DibujArte No 49
DibujArte No 50

Conheça e faça download de outras ferramentas para aprendizado de anatomia:

Livros de Anatomia para Referencia

Programas de Anatomia em 3D

Nightmare Revisited

Deixe um comentário

Nightmare Before Christmas Revisited

Na maioria das vezes, como talvez quase todos os escritores e artistas, eu uso a música para me inspirar ao trabalhrar em um texto. Dependendo do trabalho, vario o estilo musical. Como o Blip FM fica me sacaneando, vou postar no blog aos poucos a trilha sonora dos meus projetos, sempre com link para download.

Eu trabalho muito com temas obscuros, como goticismo, magia, sobrenatural e outras coisas do tipo. E, claro, preciso de uma trilha com o clima sombrio necessário.

Este álbum é um dos meus favoritos nesses casos. Nightmare Revisited É um especial que tráz as canções do impagável clássivo Nightmare Before Christmas – ou O Estranho Mundo de Jack – de Tim Burton, regravadas por artistas famosos como Marilyn Manson, Amy Lee, Flyleaf, Rise Against, Amiina, e muitos outros. É uma obra prima que mantém a identidade do original mas traz uma roupagem pesada, dark e, por vezes, melancólica. Recomendo veementemente.

Tracklist:

01. Overture – DEVOTCHKA
02. Opening – DANNY ELFMAN
03. This Is Halloween – MARILYN MANSON
04. Jack’s Lament – ALL AMERICAN REJECTS
05. Doctor Finkelstein/In The Forest – AMIINA
06. What’s This? – FLYLEAF
07. Town Meeting Song – POLYPHONIC SPREE
08. Jack And Sally Montage – THE VITAMIN STRING QUARTET
09. Jack’s Obsession – SPARKLEHORSE
10. Kidnap The Sandy Claws – JONATHAN DAVIS
11. Making Christmas – RISE AGAINST
12. Nabbed – YOSHIDA BROTHERS
13. Oogie Boogie’s Song – TIGER ARMY
14. Sally’s Song – AMY LEE
15. Christmas Eve Montage – RJD2
16. Poor Jack – PLAIN WHITE TS
17. To The Rescue – DATAROCK
18. Finale/Reprise – SHINY TOY GUNS
19. Closing – DANNY ELFMAN
20. End Title – THE ALBUM LEAF

Baixe Nightmare Revisited agora mesmo.

Como Começar uma História

28 comentários

Escrever histórias que demoram a decolar é muito comum entre os roteiristas iniciantes – e até entre os mais experientes. Existem inúmeros fanzines em que os autores gastam todo o primeiro capítulo com o que chamam de “apresentação de personagens“. As vezes, até dois, três capítulos se passam, e nada de história. E quando pergunto onde está a trama, a resposta é quase sempre a mesma: “Calma, isso foi só o começo. Agora é que a história começa mesmo!”

Isso é uma má condução de cenas. É muito importante que o leitor saiba sobre o que se trata a história logo no início, no máximo até a metade do primeiro capítulo. Claro que as primeiras páginas normalmente mostram os personagens em seu cotidiano, mostram onde a história é ambientada, situa o leitor. Os que aprenderam a dividir o roteiro no esquema de três ou cinco atos sabem que o primeiro ato é dedicado a isso. Mas se for APENAS isso, não tem valor algum e se torna obsoleto.

Sim, o leitor precisa ser situado na história e entender quem são os personagens. Mas ninguém quer saber de uma cena onde nada significante aconteça. É chato, tedioso e sem propósito.

O objetivo de uma história é mostrar o drama humano, seja em forma de comédia, ação, terror, aventura ou romance. Por drama, entende-se dilemas e conflitos. Uma história sem essas duas coisas não tem razão de existir.

Imagine um protaginista que consegue tudo o que quer sem obstáculos e nunca precisa fazer uma difícil escolha entre duas coisas ao seu alcançe. Que tipo de história seria essa? É exatamente a história que escrevem em muitos primeiros atos por aí.

Não importa se depois a história melhora e os dramas aparecem. A essa altura, você provavelmente já perdeu o interesse do leitor e ele já escolheu outra coisa para ler – ainda mais se tratando de zines.

Então, comofas?

1-Durante toda o primeiro ato, ou “cenas de apresentação”, é necessário incluir em TODAS as cenas um objetivo para o personagem e pequenos conflitos, coisas que o impedem de atingir esses objetivos. Se em sua cena não há, reescreva ou delete.

2-Após o que você considera suficiente para apresentação, inclua o quanto antes o ponto de virada e suas consequencias, ainda no primeiro capítulo, para sabermos do que a história vai tratar durante todas as próximas cenas. O leitor precisa saber disso, precisa de uma garantia de que está lendo algo que ele vai gostar do iníco ao fim.

Ex de um péssimo começo de história: Fulano acorda, se arruma para ir à escola, toma o café da manhã, se despede de seus pais. Pega o ônibus, desce em frente ao colégio, entra pelo portão. Cumprimenta seus amigos, entra na sala de aula, senta-se em seu lugar, o primeiro da fila. Então entra o professor e o cumprimenta.

Se divertiu lendo isso? Ou não via a hora de acontecer alguma coisa interessante ou acabar logo? De que se trata a história? O que a faz valer a pena?

Agora que tal isto: Fulano acorda já atrasado para a aula. Se arruma, mas não consegue encontrar nenhum par de meias limpas em meio à bagunça. Usa meias de pares diferentes ou vai sem? Escolhe usar meias diferentes. Corre para tomar o café da manhã, mas sua mãe já o aguarda para dar uma bola bronca por ter sido acordada às quatro da manhã com a voz dele no TeamSpeak liderando seu clã de WoW. Ele adora sua mãe, mas nessas horas ele se irrita e grita com ela. Perde a fome e sai nervoso. Perde o ônibus, mas por sorte uma colega, por quem ele é apaixonado, passa de bicicleta e dá carona. Ambos chegam atrasados e ficam do lado de fora. Resolvem pular o muro, são pegos e ganham suspensão.

Sempre o personagem quer alguma coisa, mesmo que seja beber água, e sempre aparece um obstáculo.

Isso pode ser um monte de clichê, mas há dois pontos a favor de usar essa sequencia. A primeira, e mais óbvia, é que ela é infinitamente mais interessante que a anterior. E a segunda é que isso retrata a vida da maioria dos estudantes. E isso é o mais importante de uma história, retratar a vida como ela é, como diria Nelson Rodrigues. Com isso os leitores se identificam com os personagens e esse é o segredo para que eles amem sua história.

Claro, essa foi uma opção humorística. Você pode trocar por conflitos dramáticos, de ação, qualquer coisa de acordo com o gênero da história.

Novamente, se você realmente quer páginas de apresentação, você precisa definir bem o primeiro grande conflito, ou a primeira virada de ato, que é o que vai acabar com a vida normal do protagonista e inseri-lo na aventura. De preferencia, essa virada deve acontecer ainda no primeiro capítulo, com tempo de mostrar as consequencias dela.

Ex: Depois pegar suspensão do colégio, os dois amigos saem e decidem não levar a carta do diretor a seus pais. Vão até o fliperama (é, na minha época de estudante isso ainda existia, me deixe ser saudosista) e gastam todo o dinheiro do lanche em fichas sem saber que estão sendo observados por uma figura que aparece nas sombras. Após perderem a última ficha, o protagonista se revolta, deixando somar toda a sua fúria de um dia inteiro de fracasso e destroi a máquina de fliper com tanta raiva que assusta a todos. A sombra que o observava se manifesta a todos e entra na cabeça do protagonista, transformando-o no terrível Fúria. Furioso, ele sai destruindo tudo, mas quando sua amiga lhe implora para parar e o abraça, ele se tranquiliza e volta ao normal.

Percebem como usei todas as cenas anteriores da apresentação de personagem para culminar todos os problemas do dia-a-dia dele em um momento crucial que mudou sua vida para sempre? Isso é ótimo para o leitor, pois é uma recompensa pelas páginas de introdução. Notem também como antecipei o ponto de virada mostrando a sombra seguindo o protagonista. Ainda que houvesse mais uma ou duas cenas de blablabla, o leitor já podia perceber que havia algo errado, algo estava prestes a acontecer, isso faz crescer a expectativa.

Também incluí uma consequencia para a virada. Ele sai quebrando tudo e sua amiga, por quem ele é secretamente apaixonado, o faz voltar ao normal. Isso não é o fim da história, é o fim do ato. O Fulano ainda tem o Fúria dentro de sua mente, e ele irá retornar. É uma boa forma de terminar o primeiro capítulo.

Há outras opções menos convencionais. Você pode colocar a virada bem mais cedo. Nesse caso, a própria virada pode ser usada para quebrar a calmaria e falta de conflitos: Fulano acorda na hora de ir à escola. Ele é um nerd e a perfeição faz parte de sua vida. Se arruma, toma o café da manhã, se despede dos pais e ao sair pela porta descobre que sua casa está flutuando no vácuo do espaço sideral.

Nesse exemplo, eu coloquei um início de dia totalmente normal, sem conflitos e sem dilemas, mas calculei o tempo que essa cena gasta até que o ponto de virada quebre totalmente o clima de normalidade tediosa com uma grande surpresa para o protagonista – e para o leitor também. Esse tipo de início de história é bem funcional e empolgante, mas é difícil de ser construída, exatamente por precisar desse calculo de timming – qualquer exagero estraga a cena e se for rápido demais tira o impacto da virada – e de uma virada realmente surpreendente para compensar o tédio anterior.

Existem ainda outras técnicas. Uma delas é colocar o conflito logo no início e levar o protagonista até ele no final do primeiro ato. Ou ainda colocar o conflito e o ponto de virada no início e apresentar os personagens já dentro dessa nova realidade. Isso é empolgante e enche a história de mistérios. Outras ainda menos convencionais são utilizadas por grandes mestres e é preciso habilidade. Leia suas HQs favoritas, assista filmes e seriados (episodios de series são ótimos estudos para composição de cenas e atos) e descubra quais são as formas que os autores utilizam para criar uma cena inicial de apresentação e como eles inserem a primeira virada de ato. Você vai se surpreender com as opções disponíveis.

E lembre-se: um bom início pode fazer toda a diferença para sua história e para os leitores.

Filme – O Homem que era o Super-homem

8 comentários

Dirigido por Jeong Yoon-chul, o filme sul-coreano de 2008 é tão brilhante quanto desconhecido. Soo-jung é uma jornalista estressada e cansada do convívio com as pessoas, prestes a abandonar o emprego e a vida na cidade grande e ir para a África, quando é salva simultaneamente de um atropelamento e um roubo. Seu salvador? Um homem que alega ser o Superman.

O “Superman” está sempre ajudando as pessoas, desde ajudar os idosos a atravessar a rua a capturar criminosos. Sua missão é “salvar o mundo e mudar o futuro”. A jornalista decide então acompanhá-lo em seu dia-a-dia para fazer um documentário a seu respeito e acabam por se tornar amigos. Apesar de Soo-jung não se importar com os outros, o “Superman” tenta ensiná-la que os “vilões” fazem com que as pessoas se esqueçam de quem são e não ajudem mais uns aos outros.

Ao tentar ajudá-lo, por causa de consantes convulsões, Soo-jung acaba por descobrir a “origem” do herói e a verdade sobre a “kryptonita” em sua cabeça.

O filme, uma sensível comédia dramática, trás uma linguagem poética que muitas vezes engana o expectador que, em algumas cenas, fica se perguntando se aquilo realmente aconteceu ou não, até que a próxima tomada esclarece tudo. O desempenho dos atores, a trilha sonora, a fotografia e a mensagem da produção são todos de alto níveis. Aparentemente baseado em fatos reais.

Trailer Oficial

Indispensável.

Baixe O Homem que era o Super-homem em torrent.

%d bloggers like this: